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O Stress ou Estresse trata-se de uma reação neuro-hormonal a uma situação inesperada, ou seja, o cérebro libera substâncias (neuro-hormônios) que irão modificar todo o funcionamento do organismo. O stress é uma das situações que melhor responde ao tratamento pela Terapia Ortomolecular.
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Há sempre uma tendência distorcida a associar o stress à sintomas emocionais ou seja "só estaria estressado quem estivesse nervoso", mas não é o que ocorre na verdade.
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Nos tempos das cavernas, o nosso ancestral, ainda um hominídeo, quando saia de sua caverna, ao de deparar com uma fera, que era sua caça mas ao mesmo tempo ele era a caça da fera, tinha duas opções:
- Enfrentava a fera; ou
- Fugia da fera.
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Em qualquer das duas opções pode-se claramente compreender que havia mudanças na fisiologia do organismo desse hominídeo preparando-o para a luta ou para a fuga, (esta mudança fisiológica é chamada de stress).
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Ao vencer a luta ou ao fugir dela essa reação preparativa desaparecia sem qualquer conseqüência fisiopatológica.
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Já o homem contemporâneo no entanto, enfrenta "feras" em seu cotidiano sem todavia conseguir vencê-lo ou de fugir e isto trás conseqüências. É a resposta dada pelo organismo em função de qualquer pressão identificada por ele como hostil (pressão do mundo externo e/ou pressão do mundo interno).
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Esta resposta traz modificações psico-neuro-imuno-endócrinas - não necessariamente nesta ordem e pode ser:
- Preparativa;
- Adaptativa;
- Desadaptativa.

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Essa pressão identificada pelo organismo como hostil nós denominamos de estressores e os classificamos genericamente em:
- Doenças ou traumatismo;
- Calor ou frio excessivos;
- Ameaças reais ou fictícios à segurança ou ao "status quo".

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Características dos estressores: os fatores que levam ao stress podem ser:
- Fortes - transitórios;
- Fracos - costumeiros;
- Permanentes - inusitados.

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Do ponto de vista didático o stress é decomposto em fases:
- Fase de alerta - é preparativa;
- Fase de resitência transitória - é adaptativa;
- Fase de resistência duradoura - é desadaptativa;
- Fase de exaustão - é desadaptativa.

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Essas fases são controladas e reguladas pelas supra-renais que por sua vez são estimuladas a partir da seguinte seqüência também conhecida como cascata do stress.
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Pela visualização da cascata do stress podemos perceber que:
- A reação hormonal é da córtex da suprarrenal - Cortisol e DHEA;
- A reação nervosa é da medula da suprarrenal - Adrenalina e Noradrenalina.

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FASE DE ALERTA
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É uma fase preparativa e predominantemente adreno medular (hormônios da medula da glândula supre-renal) e tem curta duração. Nesta fase as respostas são fisiológicas preparam o organismo para a luta ou a fuga (modelo primitivo de embate físico). Ela é considerada a fase positiva do stress e pode apresentar os seguintes comportamentos a seguir descritos, alternada ou conjuntamente.
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Respostas fisiológicas A serviço de que?

Pressão arterial - aumenta;

Frequência cardiaca - aumenta.

Para o aumento e o volume de sangue para o cérebro, pulmões, braços e pernas levando mais oxigênio e suprimentos.

Respiração aumenta em profundidade e frequência. Para suprir mais competentemente as musculatura com oxigênio.
Tensão muscular - aumenta. Para haver a adequada contração muscular deixando-os prontos para agir.
Sudorese - aumenta. Como agente resfriador da musculatura aquecida.

Níveis glicêmicos - aumentam;

Níveis de Ácidos Graxos poli insaturados - aumentam.

Para haver um suprimento energético de pronta utilização.

Fatores de coagulação - aumentam.

(inclusive o colesterol)

Para haver rapidez na coagulação reduzindo as perdas sanguíneas dos ferimentos.

Capacidade digestiva - diminui.

Porque a preferência do suprimento sanguíneo é para os órgãos envolvidos "numa luta ou numa fuga" (cérebro e músculos).

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FASE DE RESISTÊNCIA
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É adaptativa/desadaptativa e predominantemente adreno cortical (hormônios da córtex da glândula supre-renal), é mais longa que a anterior, e permite que o organismo continue a lutar contra o estressor mesmo depois que os efeitos da fase de alerta desapareceram, é nessa fase que o organismo lança mão do seu estoque de nutrientes formadores (vitaminas, minerais e ou aminoácidos). Ela está dividida em:

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Fase de resistência transitória - (é adaptativa) as respostas ainda são fisiológicas (embora adaptadas) e estão a serviço do modelo do lutar ou fugir. É quando melhor se visualiza o conceito de reação de adaptação geral (seria uma adaptação da fase de alerta).

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Respostas fisiológicas A serviço de que?

Aumento dos níveis de glicocorticoides.

Conversão de proteínas em energia de pronta utilização depois que as reservas de glicose foram exaunidas.

Aumento dos níveis dos mineralocorticoides. Pela retenção de sódio manter pressoricos elevados.

Aumento dos níveis gastro duodenais dos sucos digestivos.

Aceleração dos processos digestivos visando repor com rapidez os estoques de nutrientes celulares.

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Fase de resistência duradoura - (é desadaptativa) nesse caso as respostas já são fisiopatológicas.
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Respostas fisiológicas Consequências...

Aumento dos níveis de glicocorticóides.

Variação dos níveis plasmáticos de glicose - risco de hipo ou hiper glicemias - diabetes.

Aumento dos níveis dos mineralocorticóides. Pela manutenção dos níveis pressóricos elevados - risco de doenças cérebro - cardio - vasculares.

Aumento dos níveis gastro duodenais dos sucos digestivos.

Gastrites, duodenites, ou mesmo úlceras gastro duodenais.

Bloqueio dos receptores pós sinápticos de serotonina, pelo excesso de cortisol.

Humor depressivo.

Toda mobilização a partir da pregnenolona é desviada para a produção de glicocorticóides em detrimento da produção de DHEA (em consequência há queda dos níveis dos hormônios sexuais testosterona, estradiol, estrona e estriol).

Diminuição da libido ocorrendo uma I.D.S. e ou uma R.P.S.

Em função da neoglicoênese ocorre catabolismo osso e muscular.

Diminuição da massa óssea (osteoporose precoce) e diminuição da massa magra (atrofia muscular).

Supressão da resposta imunológica com diminuição das atividades macrofágicas leucocitárias, principalmente de linfócitos (pela grande baixa de linfocina).

Facilitação da instalação de processos bacterianos, viróticos ou fungicos.

Aumento expressivo dos níveis de estresse oxidativo com grande crescimento da produção de radicais livres (hidroxila, peróxido de hidrogênio, superóxido e peróxido lipídico) pelo rápido esgotamento das enzimas antioxidantes naturais (superóxido simutase, catalase e glutationa peroxidase).

Nos lipídios - destruição das membranas celulares por peroxidação dos ácidos graxos insaturados.

Nas proteínas - inativação de enzimas por oxidação e alterações estruturais do colágeno.

Nas Lipoproteínas - oxidação das L.D.L.

Nos carboidratos - despolimerização dos polissacarídeos.

Nos ácidos onucléoicos - mutação do D.N.A.

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FASE DE EXAUSTÃO

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Ela é desadaptativa; é quando pela permanência do elemento estressor, o stress como resposta fisiológica perpetua-se além da fase de resistência duradoura levando á falência a capacidade do organismo de liberar hormônios, leucócitos, antioxidantes, neurotransmissores, em conseqüência do esgotamento dos estoques de nutrientes formadores (vitaminas, minerais, aminoácidos) e da exaustão das supra-renais.

 


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.O stress é o mecanismo que põe em alerta as funções corporais e prepara a pessoa para a ação. Em pequenas doses, melhora o desempenho e aumenta a produtividade. Quando o stress persiste e se torna crônico, pode ter efeitos devastadores para a saúde e o bem estar.

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 ESTÁGIOS >

ALERTA

Ao perceber um perigo real ou imaginário, o organismo se prepara para o confronto. Isso é feito com descargas extras de hormônios na corrente sanguínea. O principal é a adrenalina.

CRÔNICO

Se o stress é permanente, o sistema imunológico entra em colapso, abrindo espaço para doenças oportunistas. Aumenta o risco de males cardíacos e danos às estruturas cerebrais.

Cérebro

Recebo doses mais altas de substâncias químicas excitatórias - a serotonina, a dopamina e a narodrenalina. O pensamento e os reflexos são aguçados e as pupilas se dilatam para melhorar a visão.

O excesso de cortisol destrói neurônios e prejudica o raciocínio. Também ocorrem lapsos de mémoria e surtos de raiva, depressão e fadiga.

Cabelos

Ficam arrepiados. Isso faz os animais parecerem maiores e mais ameaçadores quando vão brigar.

Pode haver queda acentuda dos cabelos e escamação no couro cabeludo devido a falta de irrigação sanguínea.

Coração

Os batimentos ficam cinco vezes mais rápidos que o normal e a pressão arterial sobe.

Estimulado a trabalhar em ritmo acelerado, ocorre o risco de enfartar.

Respiração

Fica mais rápida para levar oxigênio extra ao sangue.

A respiração acelerada acabo por reduzir a entrada de ar. Pode agravar crises de asma ou outras doenças respiratórias.

Fígado

Converte as reservas de açucar em glicose, fornecendo energia extra ao organismo.

As doses extras de glicose no organismo aumentam o risco de diabetes e obesidade.

Orgãos Sexuais

Os testículos e os orgãos genitais femininos se contraem com a redução da irrigação sanguínea.

Os níveis de testosterona caem tanto em homens quanto em mulheres, reduzindo a libído. Nas mulheres, a queda no nível de progesterona provoca cólica menstrual.

Glândulas

Supra-renais

Libera cortisol, hormônio que ajuda a manter a força muscular, e a adrenalina, que eleva os batimentos cardíacos e a pressão arterial.

O excesso de cortisona e adrenalina causa mau humor, ansiedade e irritabilidade.

Estômago e Intestino

A digestão é interrompida, permitindo que o corpo dedique toda a sua energia aos músculos. A sensação de fome desaparece.

A mucosa do intestino fica vulnerável ao aparecimento de úlceras. O excesso de suco gástrico pode provocar gastrite.

Músculos

Recebem sangue e oxigênio acima do normal e se contraem para melhorar a performance durante a ação.

A tensão constante causa dor, principalmente no pescoço, costas e ombros e cansaço exagerado.

Pele

Como o sangue vai para outras partes do corpo, fica sem irrigação sanguínea e empalidece.

A falta de irrigação provoca irritação na pele, escamação e envelhecimento precoce.

Sistema Imunológico

Os linfócitos, células responsáveis pela defesa do organismo, passam a produzir mais anticorpos. Melhora a ação das plaquetas, responsáveis pela coagulação do sangue.

Gripes, resfriados e outras doenças infecciosas se torna frequentes.

Sistema Circulatório

Alguns vasos se contraem para reduzir a irrigação de orgãos não-vitais, com pele e outras extremidades. É por isso que mãos e pés ficam frios.

Os batimentos cardíacos acelerados e a pressão arterial elevada diminuem e elasticidade dos vasos sanguíneos, o que pode levar a doenças cardiovasculares.

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Policiais e seguranças privados.   Controladores de vôo e motoristas de ônibus urbanos.

São profissionais em estado de alerta 24 horas por dia. A maioria teme represálias das bandidos e não consegue relaxar nas folgas ou férias.

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O controle do tráfego aéreo não permite um minuto de desatenção. Os motoristas, além de enfrentar o trânsito, não têm tempo de sequer ir ao banheiro.

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Executivos, trabalhadores da área de saúde, de atendi-mento ao público e bancários.

  Jornalistas.

Sofrem pressões de todos os lados, tanto dos chefes como dos clientes, pacientes ou subordinados.

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Sofrem com as prazos apertados, carga horária excessiva e insegurança em avaliar a veracidade das informações.

 


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O stress envelhece e a prova disso foi encontrada dentro das células por um estudo americano.
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Todos já ouviram histórias como "Fulano envelheceu depois da morte do filho" ou "Sicrano ficou de cabelo branco quando cuidou do pai no hospital". Uma pesquisa da Universidade da Califórnia, em São Francisco, nos Estados Unidos, acaba de demonstrar que há verdade por trás desses clichês. O estudo comprova pela primeira vez que o stress acelera o envelhecimento. Além disso, a pesquisa indica a influência direta do estado psicológico sobre a longevidade das células do organismo. Pessoas que têm uma percepção elevada do próprio stress envelhecem mais rapidamente pois existem certas formas de pensar que contribuem para o stress – a idéia, por exemplo, de que os problemas com que lidamos são insolúveis.
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Os cientistas envolvidos nessa pesquisa examinaram 58 mães de 20 a 50 anos, 39 das quais cuidavam de filhos com autismo, paralisia cerebral ou outras deficiências. Os cientistas analisaram o grau de envelhecimento de células do sistema imunológico dessas mulheres. O principal indicador do envelhecimento celular é uma seção na ponta do cromossomo – as fitas de DNA que guardam nosso material genético – chamada telômero. Trata-se de uma espécie de tampa bioquímica, que tem a função de manter a integridade do DNA, impedindo que a molécula se desfaça. Cada vez que uma célula se divide, o telômero fica um pouco menor, até atingir um ponto crítico. A partir daí, a célula não se reproduz mais e acaba morrendo. O telômero, portanto, é um indicador de idade celular. Ao mostrar que o stress encurta prematuramente os telômeros, a pesquisa indicou uma relação entre ele e o envelhecimento. A pesquisa comprovou que o desgaste de prestar cuidados intensivos a um filho cobra seu preço. A diminuição dos telômeros foi mais acelerada nas mulheres que cuidavam de filhos deficientes. Testes psicológicos revelaram que o modo como essas mulheres encaravam seus problemas também desempenhava um papel. A idade celular daquelas que se percebiam como tendo altos níveis de stress chegou a ser até dez anos superior à das mulheres da mesma idade com baixos níveis de stress. Além do comprimento do telômero, a pesquisa mediu níveis de telomerase – uma enzima que tem a função de restaurar as perdas do telômero – e de radicais livres, substâncias que danificam tecidos celulares, intensificando o envelhecimento. Os resultados foram consistentes: mulheres mais estressadas apresentaram níveis mais baixos de telomerase e mais altos de radicais livres.
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A pesquisa deixa uma lição básica: paz de espírito ajuda a retardar a velhice; muitos gostariam de ter uma pílula mágica, mas o modo mais efetivo de reduzir o stress está em mudanças no estilo de vida e a essas pessoas submetidas a ao stress intenso recomenda-se relaxamento e alimentação equilibrada para combater a essa agressão, além de uma atitude mais serena diante de aspectos da vida sobre os quais não se tem controle.
 


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Stress provoca dano similar a infarto.
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Notícias chocantes e inesperadas, como a da morte de alguém muito próximo, sempre foram relacionadas a problemas graves, como ataques cardíacos. Mas os cientistas da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, descobriram que um stress emocional repentino também pode provocar danos graves ao músculo do coração similares aos de um infarto clássico, mas reversíveis.
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Pessoas que sofrem de cardiomiopatia provocada por stress, conhecida popularmente como "Síndrome do Coração Partido", recebem comumente um diagnóstico errado de ataque cardíaco. Na verdade, elas sofrem de uma contínua descarga de adrenalina e outros hormônios do stress que, temporariamente, abalam o coração.
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Essa pesquisa deve ajudar os médicos a distinguir entre cardiomiopatia provocada por stress e ataques cardíacos e também a assegurar aos pacientes que, no primeiro caso, eles não terão danos permanentes no coração. No estudo publicado na revista “New England Journal of Medicine”, os cientistas revelam que algumas pessoas respondem a situações de stress liberando grandes quantidades de hormônios, sobretudo adrenalina e nor-adrenalina, na corrente sangüínea. Essas substâncias são temporariamente tóxicas ao coração, afetando o músculo cardíaco e produzindo sintomas típicos de infarto, como dor no peito e dificuldade para respirar.

 


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O Stress engorda: Tensão libera hormônio que impede emagrecimento.

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O stress tem sido apontado como responsável por boa parte das doenças que afligem o homem moderno. Agora, entra na lista de mazelas mais um (e terrível) efeito colateral: o stress engorda. E não apenas porque o estressado costuma atirar-se avidamente sobre uma torta de chocolate. Num processo perverso, a vítima pode engordar mesmo com a boca fechada. O processo corre a sua revelia, porque a tensão contínua faz o organismo liberar, em maior quantidade, dois hormônios responsáveis pela obesidade – a adrenalina e a cortisona. Quanto mais tensão, maior o risco de engordar. Pior. Esse tipo de obesidade invariavelmente desencadeia doenças como diabetes, hipertensão arterial, infarto e derrame.
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Ganhar peso é conseqüência conhecida por quem toma remédios à base de corticóides. Mas só recentemente foi estabelecida uma associação direta entre o nível de cortisona, o stress e a obesidade. Cientistas suecos, ao analisarem a taxa do Cortisol, o análogo natural, produzido pelo corpo, da Cortisona, em pessoas submetidas à mesma carga de stress durante um dia normal de trabalho, observaram que algumas liberavam muito mais hormônio que outras. O teste foi feito com a coleta de saliva em várias fases do dia, e o resultado foi surpreendente.
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Os cientistas observaram a existência de três grupos:

-   No primeiro, o nível do Cortisol subiu em situações estressantes e logo voltou ao normal. Nesse grupo estavam indivíduos magros e sem problemas de colesterol ou açúcar;
-   No segundo, a taxa cresceu muito e demorou a regredir. Foram registradas alterações de colesterol, açúcar e pressão arterial, além de maior número de obesos;
-   No terceiro grupo, o nível de cortisona manteve-se alto. Foi ali que houve maior incidência de problemas de peso, pressão arterial e taxas altas de colesterol e açúcar. Quando investigou as razões de tamanha variação, os cientistas descobriram que as pessoas mais sensíveis ao stress têm alterações no gene receptor da Cortisol.

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Recentemente, em um outro estudo, decidiu-se averiguar o comportamento das glândulas supra-renais – que secretam hormônios responsáveis pelo metabolismo, inclusive o Cortisol – em pacientes com obesidade provocada por stress. Foi verificado que, se muito estimuladas pela produção do Cortisol, essas glândulas, que ficam acima dos rins, aumentam de tamanho. Por esse motivo, a gordura concentra-se no abdome. Descobriu-se ainda que, em boa parte dos casos, as pessoas que têm esse tipo de obesidade engordaram a partir de choques emocionais, como a perda de um parente querido.
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Em muitos casos, identifica-se um gatilho para desencadear a obesidade, podendo assim, dividirmos o Stress:

-   No primeiro, a tensão instala-se, mas existe reação para sair de uma situação incômoda;
-   No outro, está o grande perigo. As pessoas simplesmente desistem de lutar. Normalmente, quem reage dessa forma cai em depressão e sofre das mesmas alterações nos níveis de cortisona provocadas pelo stress, com idênticas conseqüências: desequilíbrio nas taxas de colesterol e de açúcar e obesidade.

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Assim, é fundamental que os Médicos reconheçam que o stress e a depressão levam à obesidade, pois a reação de muitos Médicos é dizer que o paciente está gordo porque come demais, e o resultado são regimes severíssimos ou cheios de modismos. Mas a verdade é que outros fatores podem estar contribuindo para a gordura. O paciente pode não mostrar um quadro de stress ou de depressão, mas estar vivendo "na penumbra da doença".
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O tratamento indicado para esse tipo de obesidade não se restringe somente à orientação alimentar, mas inclui táticas de defesa contra a tensão, como mais tempo para o lazer, relaxamento, terapia e até o uso de um antidepressivo moderado.
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Sinais de alerta - Os sintomas abaixo são característicos da Obesidade provocada pelo Stress:
- Gordura mais concentrada na região do abdome, nas coxas e nos braços;
- Doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e diabetes;
- Depressão;
- Fome compulsiva à noite;
- Aumento de peso após algum trauma, como separação, morte de parente próximo, desemprego.
 


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Fique atento aos sintomas: Pode ser uma súbita sensação de ansiedade ou cansaço exagerado. É mais fácil controlar o problema no estágio inicial.
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Pratique exercícios físicos: Meia hora diária de ginástica três vezes por semana libera energia, reduz a ansiedade e melhora o humor.
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Coma direito: Três ou quatro refeições diárias, feitas com calma, ajudam a relaxar. Alimentação balanceada – sem excesso de álcool, doces, salgadinhos e gorduras – ajuda o organismo a enfrentar a tensão.
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Não esqueça o lazer: Reserve tempo para atividades que dão prazer, como ler um bom livro, ouvir música, adotar um hobby ou praticar esporte.
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Diga não: Quem aceita tudo, mesmo a contragosto, tende a acumular obrigações, tanto no trabalho como na vida pessoal. Tarefas além da conta resultam em ansiedade e frustração.
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Mude de atitude: Você cria expectativas exageradas? Guarda muito rancor? São comportamentos responsáveis pelos piores quadros de stress. Tente ser mais flexível.
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Conte os seus problemas: Mesmo que ninguém possa resolver a questão, só o fato de desabafar já é um alívio e tanto. Uma pessoa amiga, um religioso, um psicólogo ou um psicanalista são boas opções.
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Dê um tempo: Se você trabalha oito, dez horas por dia, pequenas pausas de hora em hora ajudam a relaxar. Cinco minutos bastam para esfriar a cabeça.
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Trabalho voluntário: Canalizar energia para ajudar outras pessoas pode reduzir a tendência natural de amplificar os problemas pessoais ou de prestar demasiada atenção a si próprio.
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Tente relaxar: Uma técnica eficiente para aliviar a tensão do dia-a-dia consiste em aspirar o ar lentamente e tentar levá-lo para a parte inferior do pulmão. O objetivo é atingir uma respiração regular. Ajuda se a pessoa concentrar o pensamento em um ponto fixo, que pode ser uma frase.
 


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Caso as reações causadas pelo Stress perdurem por algum tempo surgirão as conseqüências bioquímicas, físicas, psicológicas e imunológicas deste funcionamento alterado.

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Alterações bioquímicas: Entre as alterações bioquímicas estão as Dislipidemias (alterações do Colesterol e Triglicérides), a Diabetes e a Obesidades (principalmente as abdominais), etc.
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Alterações físicas: As alterações físicas são taquicardia, tensão muscular, transpiração excessiva, cansaço, aumento da pressão arterial, dor de cabeça, dor de estômago, pressão no peito, alergias, queda de cabelo, impotência sexual, dores articulares ou piora em casos de artroses ou artrites, envelhecimento, obesidade, etc.

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Alterações psicológicas: As alterações psicológicas são irritabilidade, isolamento social, incapacidade de relaxar, insônia, desinteresse sexual, perda do prazer, depressão, medo e distúrbio do pânico.
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Alterações imunológicas: As alterações imunológicas são infecções de repetição, baixa imunidade, gripes repetidas, ferimentos que custam a cicatrizar, herpes, candidíase que não cede aos tratamentos habituais, agravamento de doenças auto-imunes, etc.
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Se você apresenta algum desses sintomas, procure ajuda médica especializada urgente.

 


Este artigo não pretende a prescrição ou indicação de medicamentos. Se você apresenta algum dos sintomas citados procure um Médico pois nada substitui uma consulta com um Médico especializado, pois tanto para a mulher como para o homem, a avaliação Médica e especialmente a Terapia Ortomolecular tem que ser individualizada e só deve ser prescrita por Médico Especialista, e que para se ter uma base do que se vai indicar para um paciente é necessário fazer uma minuciosa anamnese clínica, avaliar o estado psico-emocional do paciente e fazer um estudo pormenorizado com exames laboratoriais, inclusive Ortomoleculares como o Teste do Cabelo (Mineralograma) e outros através de sangue, urina e fezes.