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Graças a evolução da Medicina e principalmente nas últimas décadas com as pesquisas feitas em Medicina Ortomolecular, os estudos genéticos, bioquímicos e a Biologia Molecular, a vida média do ser humano teve um aumento significativo, mas mesmo assim nós ainda temos diversas barreiras a ultrapassar e ainda buscamos o corpo, a pele, os cabelos perfeitos de um jovem no corpo cronológico que não é aquele que nossa mente deseja.

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O corpo começa a sofrer desgaste a a partir dos 30 anos de idade. Mas esse processo pode ser suavizado.

Cérebro

Uma pessoa perde neurônios desde que nasce - cerca de 1 milhão até os 30 anos. Mas só percebe isso a partir dos 40: Os reflexos ficam mais lentos e a memória mais fraca. Aos 70, o cérebro está menor e os reflexos diminuem. A lembrança de fatos recentes fica reduzida. Mas a memória cristalizada e a capacidade de aprendizagem continuam intactas.

Sono

Na mocidade, ele vem fácil, e a liberação de hormônios do crescimento durante as sete ou oito horas de descanso repõe as células danificadas e mantém a juventude. Aos 70 anos, a queda na atividade física diminui a necessidade de longas horas de descanso. Quem evita cochilar durante o dia reduz o risco de passar a noite em claro.

Pulmões

Na juventude os pulmões estão no auge da capacidade de expansão. Depois dos 70 anos, ele têm um terço dessa força. Como o sistema imunológico não é mais o mesmo, há risco de uma simples gripe se transformar em pneumonia.

Pele

Aos 20 anos, elastina e colágeno garantem o viço cutâneo. Aos 70, a produção dessas proteínas já caiu muito. Pouco elástica a pele cria ainda mais rugas e fica 20% mais fina que na mocidade. Menos ativas, as glândulas sudoríparas e sebáceas ressecam a pele e deixam sujeita a infecções.

Sistema Digestivo

Com o passar dos anos, o fígado deixa de sintetizar proteínas que ajudam a metabolizar antibióticos: Fica-se, assim, mais vulnerável a bactérias. Aos 70 anos, o cérebro não alerta prontamente para a necessidade de água no organismo -  o que causa desidratação e contribui para o mau funcionamento dos intestinos. Cerca de 35% das pessoas com 70 anos sofrem de prisão de ventre.

Ossos

A partir dos 30 anos, a absorção de cálcio começa a diminuir, e a densidade óssea cai 0,5% a cada ano. Com o tempo, os ossos gelatinosos entre vértebras da espinha dorsal se afinam, podem aparecer os primeiros sintomas de artrose na coluna. Aos 70, uma pessoa poderá ficar 4 ou 5 centímetros mais baixa. Cresce o risco de osteoporose - um mal que calcula-se afeta 10% dos idosos brasileiros.

Cabelo

Aos 30 anos, um homem perde cerca de 50 fios diariamente. A partir dos 45, em média, o cabelo começa a embranquecer por causa da baixa produção de pigmentos. Entre as mulheres, o desequilíbrio faz crescer pêlos no buço e no queixo.

Sentidos

A partir dos 40 anos pode surgir a presbiopia (vista cansada), e o paladar começa a se reduzir. Com o avanço da idade o cristalino - a lente que dá foco às imagens - pode ficar opaco, originando a catarata. Problemas de audição afetam 70% da população com idade acima dos 75.

Coração e Vasos Sanguíneos

No auge da juventude, a frequência cardíaca é de 80 batimentos por minuto. A partir do 40 anos, a tendência é que esse ritmo caia 4 batidas por década. Aos 70, o músculo cardíaco, menos elástico, pode ter perdido até 40% da capacidade de bombear sangue. Se estiverem calcificadas e entupidas de gordura, as artérias dificultam a chegada do sangue às extremidades do corpo.

Sexo

Aos 20 anos, bastam 10 segundos de estimulação para o homem conseguir a ereção. Aos 65, o pênis recebe muito menos sangue -  e a ereção se torna mais difícil. Nas mulheres, a flacidez dos músculos vaginais e a falta de lubrificação reduzem a sensação de prazer. Mas isso não quer dizer que a libido esteja extinta.

Músculos e Gordura

A partir dos 30 anos, o metabolismo começa a ficar mais lento; A falta de ginástica e o excesso de calorias fazem com que uma pessoa ganhe 4 quilos a cada década, em média. Aos 70, com a massa magra 50% menor e menos líquido no organismo, perde-se peso. Mas a tendência é que a proporção de gordura aumente.

 


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O grande vilão do equilíbrio químico do organismo são os "Radicais Livres". Os Radicais Livres são definidos como um átomo ou um grupo de átomos com um elétron não emparelhado ou seja a perda de um elétron da camada mais externa desse átomo. São produzidos por fontes exógenas - fumo, radiações, álcool, agrotóxicos, determinados metais (metais tóxicos), poluição ambiental, alguns tipos de alimentos, especialmente as carnes vermelhas e por fontes endógenas -certos hormônios e substâncias produzidas pelo próprio organismo.
A Medicina Ortomolecular surgiu justamente para corrigir os desequilíbrios químicos provocados pelos Radicais Livres" e essas substâncias (Radicais Livres) desempenham papel importante nas doenças e no envelhecimento. Porém num organismo equilibrado e saudável, elas são logo destruídas. Se a presença dos Radicais Livres contribui para "bagunçar" bioquimicamente o organismo, a falta ou deficiência de vitaminas, sais minerais, oligoelementos e aminoácidos complica ainda mais a situação.
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Então os antioxidantes, tantos os produzidos pelo nosso organismo, quanto os que ingerimos em nossa dieta ou por suplementação oral, ajudariam a anular os efeitos dos Radicais Livres antes que eles entrem em ação.
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A suplementação através de antioxidantes ajudaria a proteger contra moléstias cardíacas, o câncer e os processos involutivos do envelhecimento e, já há evidências que se devem usar antioxidantes diferentes, pois estes têm melhor resultado sobre os diferentes tipos de Radicais Livres.
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Entre os antioxidantes deve-se destacar:
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Vitamina C - É o mais efetivo dos antioxidantes, capaz de neutralizar 100% dos Radicais Livres que são cancerígenos em potencial, além de diminuir os problemas cardíacos, o envelhecimento celular, a senilidade e envelhecimento precoce associados a deterioração mental, supressão do sistema imune, alteração do DNA e RNA formado, diminuição da elasticidade do tecido pulmonar, provocando enfisema e até câncer. A Vitamina C também é um importante fator nutricional, com ação de aumentar a resistência à infecções, também suprime as necessidades de fumantes e pessoas sob stress agudo. É importante na formação de colágeno e cicatrização. Diminui o colesterol sangüíneo, fortalece o sistema imunológico, tem ação laxativa natural, auxilia o tratamento e a prevenção de resfriados. Também suplementa a necessidade em casos de carência gerada por uso de Anticoncepcionais, aspirina e a presença de monóxido de carbono (em especial os fumantes e os expostos a grandes poluições ambientais). Possui também ação energizante. É utilizado sob forma de "Ácido Ascórbico" ou mais modernamente sob sua forma ativa, que é o "Ascorbato", não ácido, não irrita o estômago e mais ativo que o Ácido Ascórbico tradicional. Apresenta-se em diversas doses, em comprimidos, cápsulas, pó à granel e líquido e para uso tópico na pele para combate as rugas.
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Vitamina E - É um antioxidante ativo, impedindo a oxidação dos ácido graxos (colesterol, em especial o LDL-Colesterol ), da Vitamina A, do Selênio, dos Aminoácido Sulfurados (que tem Enxofre e auxiliam o fígado na detoxicação de metais pesados) e da Vitamina C. Sua ação antioxidante previne o câncer, retarda o envelhecimento e estimula o sistema imune. Age como vasodilatador e anticoagulante, podendo ser usado em vez do AAS em pessoas que apresentem tendência a ulcera gástrica e gastrites, na prevenção de trombose. Também aumenta a resistência, pois fornece oxigênio para o organismo evitando a fadiga. Protege o pulmão da ação dos Radicais Livres. Tem ação preventiva contra abortos. Alivia cãibras e distensão muscular. Suplementa as carências geradas na Menopausa, em gestantes, na Tensão Pré-Menstrual, na Displasia Mamaria, em lactantes, fumantes e usuárias de anticoncepcionais. Normalmente é apresentada em forma oleosa , sob forma lipossolúvel de Acetato de Tocoferol. Também existe uma forma hidrossolúvel, em pó, sendo esta forma muito ativa no combate ao câncer, em especial ao de mama e pulmão.
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Selênio - Retarda o envelhecimento, combate a Tensão Pré-Menstrual, preserva a elasticidade dos tecidos, previne o câncer e neutraliza os Radicais Livres. Em homens, aumenta a potência sexual, o interesse sexual e supre a carência gerada quando o Selênio é perdido com o sêmen. Apresenta-se em forma de quelatos.
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Zinco - Aumenta a energia, a acuidade mental, é antioxidante, retarda o envelhecimento, controla a manutenção do sistema enzimático e celular, é indispensável para a produção de proteínas, auxilia a contração muscular, participa na formação da insulina (importante para os Diabéticos), é importante para a cicatrização de ferimentos, age na produção dos órgãos reprodutivos, diminui o colesterol, age contra pessoas expostas a constantes situações de stress, estimula o sistema imunológico e o apetite sexual. É necessário equilibrar o seu uso concomitante com o do Cobre, para não haver prejuízo deste, pois se o Zinco for ingerido sem a devida proporcionalidade com o Cobre, haverá prejuízo para o organismo.
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Cromo - Aumenta a energia, regula o açúcar do sangue e estimula a produção de insulina (importante para os Diabéticos), evita a pressão alta e auxilia nos tratamentos de emagrecimento, pois faz diminuir a "fissura" por doces e açúcar. É apresentado em forma de Cromo Picolinato e GTF (com Fator de Tolerância a Glicose).
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SOD (Superóxido Dismutase) - Elimina os Radicais livres, mantém a energia. Auxilia a eliminação de toxinas e tem ação Anti-Stress. Tem excelente ação da doenças Reumáticas. Sua apresentação normalmente é de uso Sublingual, seja comprimidos ou gotas.
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Ginkgo Biloba - Utilizada na Medicina Chinesa há milhares de anos e a ciência moderna, recentemente vem descobrindo a multiplicidade de ações benéficas dessa planta no organismo humano, desde o combate aos Radicais Livres, nos distúrbios circulatórios, nos processos de perda de memória, envelhecimento cerebral, na prevenção da Doença de Alzheimer, no Diabetes, em produtos para retardar o envelhecimento cutâneo e diversas outras aplicações, sempre se baseando em sua ação de destruidor de Radicais Livres. Apresenta-se para uso oral e em cosméticos.
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Coenzima Q-10 - É uma substância que também diminui com o avançar da idade, especialmente nos tecidos do fígado e do coração, participando, assim, do envelhecimentos desses órgão, em especial. Melhora os sinais e sintomas da Insuficiência Cardíaca, como: dispnéia (falta de ar), palpitações, pernas inchadas, diminui a Asma Cardíaca, o edema pulmonar e a necessidade de hospitalizações constantes. Age também na Insuficiência Coronariana, melhorando o prognóstico a longo prazo após a ocorrência de um Infarto do Miocárdio. Também previne a formação de placas de colesterol nas artérias e diminui a viscosidade sangüínea ( o sangue fica mais fluído).

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Na Hipertensão Arterial, observa-se uma redução após 4 a 12 semanas de tratamento. Age também nas arritmias cardíacas (Arritmias Ventriculares). Atua também em pessoas que apresentam prolapso da válvula mitral.

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Entre outras indicações, também é utilizada nas Doenças Imunológicas, pois aumenta a relação de linfócitos CD4/CD8 em portadores de HIV e doenças consumptivas. Diminui a incidência de infecções oportunistas. Melhora o transporte de oxigênio aos tecidos em portadores de doenças pulmonares obstrutivas. Tem uma boa atividade em algumas formas de Distrofias Musculares.

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No Diabetes Mellitus sua ação é excelente, pois diminui os níveis de glicose no sangue (importante para os Diabéticos). Tem sido utilizada também nas Doenças Periodontais, pois aumenta o ritmo de cura do tecido da gengiva, melhora o edema, o sangramento e a dor.
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Sulbutiamina - É um derivado da vitamina B1, que age no cérebro aumentando a liberação de Dopamina, um neurotransmissor cerebral essencial para as atividades de bem estar físico e mental. Reduz o cansaço físico, mental, sendo indicado no tratamento de fadiga física, dificuldade de aprendizagem em estudantes, no desinteresse sexual (tanto masculino quanto feminino), na fadiga crônica, na fadiga da mulher na menopausa, nas pessoas que vivem em constantes situações de stress.
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DMAE - Substância precursora da Colina. É também um varredor de Radicais Livres. Por se tratar de um produto natural e de muito baixa toxidade pode ser usado sem preocupação por vários tipos de pacientes, tomando o cuidado somente com as pessoas portadoras de Epilepsia. Sua utilização é necessária em tratamentos de ativação de memória, na prevenção do envelhecimento cerebral, na Depressão (quadros não-psicóticos), na fadiga, na esquizofrenia e na hiperatividade.
Nos Estados Unidos, o FDA autorizou a comercialização do DMAE, enfocando sua atuação efetiva nas seguintes indicações:
- Síndrome da fadiga crônica;
- Depressão leve;
- Distúrbios de comportamento, associado à hiperatividade;
- Problemas de aprendizado (diminuição da compreensão e/ou da concentração);
- Dificuldade da leitura e/ou fala;
- Distúrbios compulsivos e/ou impulsivos descritos como associal, anti-social ou delinqüente;
- Demência senil;
- Melhora da contração muscular;
- Antioxidante, atua sobre o envelhecimento.
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Outros benefícios com a suplementação do DMAE:
- Implementação da inteligência;
- Aumento da Memória;
- Aumento da capacidade de aprendizado;
- Melhora do humor e energia mental e física.
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O DMAE tem sua ação aumentada com a suplementação concomitante de vitamina B5 (Pantotenato de Cálcio), Colina, Lecitina de Soja, L-Fenilalanina, L-Tirosina, Acetil-L-Carnitina e Ginkgo Biloba.
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DMAE tópico e o "Efeito Cinderela":

Alguns estudos apresentados no Meeting da Academia Americana de Dermatologia demonstraram que o DMAE, exerce efeito positivo no combate à flacidez e na melhoria do aspecto da pele, apresentando resultados imediatos e a longo prazo.
Os bons resultados estariam relacionados com a diminuição de rugas finas e um efeito "lifting" na pele da face, além de deixá-la mais macia e de reduzir a severidade das rugas ao redor dos olhos.
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Efeito "Cinderela" + resultados duradouros:
Segundo alguns trabalhos apresentados, a melhora pode ser percebida em 30 a 60 minutos após a aplicação do produto (em forma de cremes, géis ou gotas), provocando o chamado efeito "Cinderela" (desaparece após a remoção do mesmo). Com o uso continuado da medicação os resultados tornam-se duradouros, dando firmeza à pele e melhorando aspectos do envelhecimento cutâneo.
Os resultados são mais perceptíveis com cerca de 3 meses de uso, quando foram percebidas melhoras significativas na flacidez da região das sobrancelhas, rugosidade da pele, flacidez da região dos olhos e das pálpebras. Houve, também, melhora na elasticidade e firmeza da pele do rosto e do pescoço.
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Acetil-L-Carnitina - Derivada do processo de queima de gorduras. os triglicérides do organismo são convertidos, por ação química interna, em ácidos gordurosos (ácidos graxos) e liberados na corrente sangüínea juntamente com ação do aminoácido L-Carnitina, onde serão oxidados. É importantíssimo para a memória e para o sono. Age sobre a atenção, concentração e a inteligência lógica.
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Fosfatidil-Colina - Auxilia na preservação da integridade dos neurônios do cérebro, é essencial para a manutenção das membranas celulares, especialmente as das células cerebrais. Melhora a memória, o sono, os processos de aprendizagem e fixação do aprendido.
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Fosfatidil-Serina - Também é uma substância natural do organismo. Trata-se de um fosfolipídio (espécie de gordura do organismo) presente na membrana das células, especialmente as do cérebro. Sua ação é de aumentar os níveis da Dopamina e da Acetil-Colina no cérebro. ë utilizada nos tratamentos para combater o envelhecimento cerebral, perda de memória e na Doença de Alzheimer.
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DHEA - Ele é um entre mais de 100 hormônios produzidos pelas glândulas Supra-Renais. O DHEA seria o "pai" dos hormônios sexuais. O DHEA (Dehidroepiandrosterona) é o precursor dos hormônios sexuais, produzido pelas glândulas Supra-renais. É um componente essencial da maior parte das funções fisiológicas.
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O organismo utiliza-o para fabricar os hormônios sexuais Testosterona, Estrogênio e Progesterona. Indiretamente, o DHEA provoca também um aumento do nível de IGF-1 (um metabólito do hormônio de crescimento), o que constitui uma das explicações dos seus benefícios para a saúde.
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O DHEA circula no corpo principalmente sob a sua forma hidrossolúvel, o Sulfato de DHEA (S-DHEA) que pode-se facilmente medir no sangue. A sua principal ação, que vem sendo exaustivamente pesquisada pelo Prof . Baulieu, na França, é que demonstra que o DHEA aumenta o Fator de Crescimento denominado IGF-I, que age sobre o desenvolvimento dos ossos e dos músculos, sobretudo durante a adolescência. Esse Fator de Crescimento, fabricado no fígado, aumenta muito sob ação do Hormônio de Crescimento. Portanto, os efeitos positivos do DHEA provêm certamente em parte da ação deste IGF-I.
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Fora do seu papel como precursor dos hormônios sexuais,o DHEA está em relação oposta a produção dos hormônios corticosteróides, que são produzidas pelas glândulas supra-renais em reação ao Stress. Logo, se o stress é um fator essencial do declínio do DHEA, a partir da idade de 30/35 anos, acompanha-se de uma susceptibilidade acrescida às doenças, que vai junto com a aceleração do envelhecimento.
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Os principais benefícios do DHEA são:

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Uma melhoria importante e rápida do nível de energia e da vitalidade, perceptível após algumas semanas apenas em 82% das mulheres e 67% dos homens (de acordo com um estudo realizado à Universidade de San Diego, Califórnia);

-   Uma estimulação do sistema imune que reforça a resistência às doenças;
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Uma melhor resistência ao stress. uma modulação das outras funções hormonais, que pode contribuir para reduzir as perturbações associadas ao menopausa e o andropausa;

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Re-hidratação cutânea, com melhora da atividade das glândulas sebáceas, produtoras de substâncias que permitem a pele guardar a sua flexibilidade e defender-se contra as agressões microbianas e do ambiente geral;

-   Diminuição da pigmentação ligada ao envelhecimento, em especial a nível do rosto;
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Melhoria dos tecidos ósseos (sobretudo nas mulheres), interessantes para a utilização em prevenção das fraturas ósseas espontâneas nas pessoas idosas;

-   Uma libido aumentada (freqüência das relações, desejo, sinais físicos e psíquicos);
-   Uma diminuição da massa gordurosa e aumento da massa muscular.

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O DHEA é produzido em laboratório a partir de uma Saponina de origem vegetal denominada Diosgenina. O corpo humano não dispõe das enzimas necessárias para efetuar esta conversão. As alegações sobre produtos que estimulam "naturalmente" a produção de DHEA por conseguinte são privadas de qualquer fundamento.
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Sobre os resultados do DHEA em seres humanos, foram realizados vários estudos. Observou-se que a curto prazo foi demonstrado sem ambigüidade que o DHEA melhora a vitalidade e o bem-estar de maneira espetacular, reforça o sistema imunológico, reduz os sintomas da Menopausa, ajuda a prevenir a Osteoporose, melhora as funções neurológicas, a memória e a qualidade do sono, além da libido tanto masculina quanto feminina e da resposta aos estímulos sexuais.
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A longo prazo observa-se que, em resultados preliminares, o DHEA afeta de maneira positiva a resposta do organismo no que diz respeito ao câncer, as doenças cardiovasculares, ao diabetes, a obesidade, ao lupus sistemático eritematoso e a doença de Alzheimer. Estes estudos estão prestes a comprovar a hipótese básica da teoria endócrina do envelhecimento em que muitas doenças degenerativas e de deterioração funcional resultam da baixa da produção de certos hormônios e, assim, a suplementação hormonal permite parar, ou mesmo inverter o processo.
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Pregnenolona - Já que o DHEA é chamado "pai dos hormônios", a Pregnenolona por dar origem ao DHEA seria a "avó dos hormônios". Acredita-se, pela importância dos estudos da Pregnenolona, que no futuro a Terapia de Reposição da Pregnenolona será tão comum como hoje é a reposição de Estrogênio na menopausa. Devido ser precursor do DHEA, a Pregnenolona, em tese, teria os mesmos efeitos do outro e já foi verificado que até pequenas doses do hormônio melhoram a memória em ratos, assim como auxilia em alguns casos de artrite. Mas como ainda se encontra em pesquisas e a suas ações sobre envelhecimento permanecem pouco conhecidas sob alguns aspectos, a sua indicação terapêutica no estágio atual deve ser restrita a somente casos especiais.
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Kawa-Kawa - Já era conhecido suas ações desde o início deste século. É obtida a partir da raiz de um uma planta nativa das ilhas do Pacífico Sul. É um fito-fármaco capaz de suprimir os estados de ansiedade e diminuir a sensação de inquietude e tensão do dia a dia. Alem disso, melhora a qualidade do sono, sem diminuir a atenção ou a capacidade de concentração. Também provocam ação de relaxamento muscular e tem ação anti-convulsivante. Age também nos distúrbios psicossomáticos e neurovegetativos, no combate a fadiga, a depressão e ao stress, acabando com o desânimo, a astenia, a ansiedade e a insônia. Tem a vantagem sobre as drogas sintéticas anti-depressivas e tranqüilizantes, pois não causa prisão de ventre, visão borrada, sonolência, nem altera o desejo sexual (pelo contrário, até aumenta), nem retardo a ejaculação e o orgasmo.

 


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Hoje tem sido a nova "estrela" eleita pela Medicina, pela mídia e pelos artistas de Hollywood. É produzido pela glândula pituitária, sendo mais abundante durante a infância, quando estimula o desenvolvimento de ossos, músculos e órgãos.
O Hormônio de Crescimento é mais um hormônio cuja produção diminui muito com a idade e nos estudos mais recentes mostrou um aumento da força e da massa muscular em adultos, com sinais significativos de rejuvenescimento físico.
Inicialmente seu uso era feito através de injeções intramusculares ou subcutâneas, porem tinham custos altíssimos e efeitos colaterais indesejáveis como dores articulares e retenção de líquidos, alem da piora do diabetes, em pessoas já portadoras da doença.
Uma forma de termos o Hormônio de Crescimento sem esses riscos é através da Medicina Ortomolecular com a prescrição do Pro-Hormônio de Crescimento (Pro-hGH) composto de Aminoácidos e Extratos vegetais que estimulam a produção do Hormônio de Crescimento, dentro das necessidades do organismo e agora a custos aceitáveis para o padrão brasileiro, já disponível em forma de uso oral diário, o Pro-hGH, sem as inconveniências da forma injetável. Com certeza o Pro-Hormônio de Crescimento será a grande sensação da Medicina moderna neste início de século, podendo até mesmo levar o nosso relógio biológico a prolongar alguns anos com saúde e aspecto físico jovem.

 


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Quem come menos pode viver muito mais, dizem alguns cientistas americanos e europeus. Os ratos de laboratório que comem menos (1/3 menos da alimentação habitual) vivem o dobro. Os resultados se repetiram em peixes e alguns insetos. As experiências em símios (macacos) até agora tem apresentado resultados satisfatórios e o que observamos em seres humanos é que os magros normalmente vivem mais que os obesos. O emagrecimento é muito importante quando avaliamos um paciente no que diz respeito ao Envelhecimento sob o ponto de vista Estético.
Para auxiliar o emagrecimento, alem da dieta hoje dispomos de diversos elementos naturais (fitoterápicos, vitaminas, minerais e aminoácido) assim como de drogas de novíssima geração que auxiliam o emagrecimento.
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Minerais: Entre os minerais temos o Zinco, o Cromo (que ajuda a reduzir o desejo por doces), o Vanádio e outros.
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Aminoácidos: Entre os aminoácido temos:

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L-Carnitina - Auxilia a queima de gordura e aumenta a massa muscular. Este aminoácido deve ser tomado de preferência antes de exercícios, fora de refeições e sua forma líquida costuma ser mais ativa do que a em comprimidos.
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L-Glutamina - É um aminoácido derivado do Ácido Glutâmico. A sua captação é menor nos obesos. A suplementação dietética com L-Glutamina, proporcionou uma perda de peso em torno de 10%. Tem a vantagem de mesmo em doses altas, não apresentar toxidade, pois é um nutriente. Também tem apresentado ótimos resultados, sendo uma promissora terapêutica, para dependentes de álcool. Na obesidade, alem de sua ação na queima de gorduras, age também como um inibidor da oxidação das gorduras. É apresentado em comprimidos e preferencialmente deve ser utilizado em forma de pó (à granel), dissolvido em água, fora das refeições.
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Sibutramina: É a mais recente novidade no campo do emagrecimento. É a solução mais recente no caso dos grandes obesos, dos resistentes aos tratamentos habituais, sem os efeitos cardiológicos das antigas drogas de emagrecer. Indicado em especial para portadores de Hipertensão Arterial, Diabetes e Alterações do Colesterol, pois não provoca efeitos colaterais nesses pacientes.

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O Sibutramina é uma amina terciária, metabolizada pelo fígado onde dá nascimento à dois metabólitos ativos farmacologicamente: o desmetilsibutramina e o didesmetilsibutramina.

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Os mecanismos de ação (figura ao lado) dos metabólitos da Sibutramina são baseados na inibição recaptura a Serotonina, a Noradrenalina (e da Dopamina), e apresentariam duas atividades:
- Diminuição da ingestão alimentar (diminuição do apetite por prolongação da sensação saciedade);
- Aumento dos gastos energéticos por aumento do termogenêse e/ou por aumento da atividade locomotora.

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Portanto, ela aumenta a saciedade e reduz o apetite ao mesmo tempo. Pode ser usado a longo prazo sem riscos para o usuário. As pesquisas sugerem que a Sibutramina não tenha potencial de abuso, não levando a dependência física. A dose diária deve ser recomendado por Médico especialista em Obesidade.
 


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Estatinas, a grande surpresa da Medicina.

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Criadas para combater o colesterol alto, elas se mostram eficazes na prevenção e no tratamento das mais diversas doenças.
Minúsculas pílulas brancas estão inaugurando uma era na medicina. Criadas originalmente para baixar o colesterol alto (um dos principais fatores de risco para infartos e derrames), as Estatinas têm se revelado uma arma potentíssima, com um poder de alcance muito maior. Estudos feitos por alguns dos centros de pesquisa mais respeitados do mundo sugerem que o medicamento pode prevenir e tratar as mais diversas doenças. Angina, Alzheimer, osteoporose, câncer, esclerose múltipla... A lista não pára de crescer. Todo dia anuncia-se o resultado de um novo trabalho científico sobre os efeitos das estatinas.
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Uma das novidades mais recentes sobre as Estatinas, pesquisadores ingleses demonstraram que uma determinada estatina reduz consideravelmente as taxas de incidência e morte por infarto ou derrame entre diabéticos – mesmo aqueles que não apresentam excesso de colesterol no sangue. A notícia foi recebida com muito entusiasmo pelos médicos. Não é à toa. O diabetes e os distúrbios cardiovasculares estão entre as principais preocupações dos especialistas em saúde. Poucas doenças crescem num ritmo tão assustador quanto as duas.
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Lançadas comercialmente em meados da década de 80, as estatinas causaram uma revolução na prevenção e no tratamento do colesterol alto, um dos piores inimigos do coração. Até então, a única arma eficaz contra esse problema era a combinação de dieta balanceada com exercícios físicos – uma receita que não funcionava para todo mundo, já que a quantidade de colesterol no organismo tem um forte componente genético. Antes das estatinas, era muito mais difícil manter baixos os níveis de colesterol dos pacientes. Com elas, foi possível atacar o problema de forma agressiva, mas também bastante segura.
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Muitos já as chamam de "a aspirina do século XXI". Lançada em 1897, a aspirina era indicada inicialmente apenas como analgésico. Com o tempo, o remédio feito a partir da casca de salgueiro provou-se eficaz contra inflamações, doenças do coração e alguns tipos de câncer, entre outros benefícios. É o mesmo caminho que começa a ser trilhado pelas estatinas.
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Para entender como elas agem, é preciso conhecer um pouco o inimigo contra o qual as estatinas se lançam ferozmente: o colesterol. Essencial ao bom funcionamento do organismo, 60% dele é produzido principalmente no fígado. Os outros 40% vêm dos alimentos de origem animal. O colesterol é usado na formação das membranas da célula, na produção da vitamina D e na síntese de vários hormônios. Há dois tipos de colesterol: o HDL e LDL. O primeiro é o "colesterol bom", que remove o excesso de gordura da circulação sanguínea. O outro é o "colesterol ruim", que deposita gordura na parede das artérias, o primeiro passo para o entupimento delas. Na tentativa de se livrar dessas placas, o sistema imunológico organiza um contra-ataque, o que desencadeia um processo inflamatório. Quanto mais inflamada, maiores são os riscos de a placa explodir e obstruir uma artéria.
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As estatinas atuam em várias frentes. Inibem a ação de uma enzima essencial à produção de colesterol, o que acaba por reduzir os níveis de LDL no sangue. Elas aumentam ainda o descarte do colesterol ruim pelo fígado. Além disso, o remédio funciona como antiinflamatório, evitando o rompimento das placas de gordura. Esse efeito foi comprovado em meados dos anos 90. Ao acompanharem pacientes com algum risco cardiovascular, os pesquisadores notaram que quem tomava estatina apresentava níveis menores da proteína C-reativa ultra-sensível, considerada um importante indicador de doenças do coração. Quanto maiores os níveis da proteína, maior é a probabilidade de ocorrência de infartos e derrames. As estatinas reduzem, em média, 30% a morte por essas causas. Outra característica do remédio que contribui para tal resultado é o seu poder anticoagulante. Ele diminui o ritmo de aglutinação das plaquetas sanguíneas. Quanto mais intenso esse processo, maiores são os riscos de formação de coágulos, que podem levar também ao entupimento arterial. Cerca de 90% dos pacientes respondem muito bem ao tratamento.
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Ainda não foi completamente desvendado como as estatinas ajudam a prevenir e tratar outros males. Em alguns casos, como o do diabetes, a proteção oferecida pelo medicamento está claramente associada à redução dos riscos cardiovasculares (veja quadro). Em outros, supõe-se que as estatinas ataquem a raiz do mal. É o caso da doença de Alzheimer, que se caracteriza pela morte dos neurônios, em decorrência do depósito de placas tóxicas de proteína no cérebro. Como o colesterol está envolvido na formação dessas placas, é de esperar que a redução de seus níveis baixe também a quantidade de placas. Por seu poder anticoagulante, as estatinas facilitariam também a irrigação cerebral, mantendo a saúde dos neurônios. Os efeitos podem se estender ainda a outras doenças, como os cânceres de fígado, próstata, mama e intestino. Nesses casos, os médicos não têm a menor pista do mecanismo de ação do remédio. Os indícios de que ele pode funcionar para esses doentes baseiam-se apenas na observação de que pacientes em tratamento com alguma estatina apresentam riscos menores de vir a desenvolver esses tumores.
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Apesar de todos os possíveis benefícios, as estatinas têm efeitos colaterais e não devem ser tomadas indiscriminadamente pois elas podem prejudicar o trabalho de uma proteína responsável pela contração muscular. Quando isso acontece, o paciente apresenta dores musculares, de intensidade variável. Nos casos mais graves, as fibras musculares são destruídas. Essa destruição promove a liberação de uma outra proteína, que se acumula no rim e pode levar à insuficiência renal. As estatinas podem também, por motivos ainda desconhecidos, alterar o funcionamento do fígado. Essas reações adversas fizeram com que uma estatina, a cerivastatina, lançada no início da década de 90, fosse retirada do mercado em 2001. Cerca de 100 pessoas morreram vítimas de falência dos rins. Esses quadros, no entanto, são muito raros. Mais comum é o desconforto abdominal provocado pelo remédio.
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A história da descoberta da estatina lembra muito a da penicilina. Em 1928, sem querer, o bacteriologista escocês Alexander Fleming viu que uma substância produzida por fungos era bactericida. Nascia assim o primeiro antibiótico, a penicilina. Em 1971, o microbiologista Akira Endo, pesquisador do laboratório japonês Sankyo, estava em busca de um novo antibiótico quando observou que certos fungos também eram capazes de produzir um potente inibidor da produção de colesterol. Ele funciona, descobriu-se, como uma defesa contra predadores herbívoros – ao ingerirem tais fungos, os animais podem morrer, já que a redução de colesterol neles, causada pela substância inibidora, é muito acentuada e leva a uma pane no sistema metabólico. Endo isolou e analisou esse composto, a partir do qual foi sintetizada em laboratório uma molécula que daria origem à matriz das estatinas. A primeira a ser lançada foi a lovastatina, em 1987. A última a chegar ao mercado brasileiro, neste ano, chama-se rosuvastatina. O princípio de todas é basicamente o mesmo. O que muda são determinadas características, que garantem uma potência cada vez maior e efeitos colaterais menores. O desenvolvimento de novas estatinas é praticamente ilimitado, assim como o leque de doenças que elas podem ajudar a combater.
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TAMBÉM PARA DIABETES

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Estudo sobre os efeitos de uma estatina em diabéticos leva a uma mudança no tratamento da doença que afeta 170 milhões de pessoas. O tratamento do diabetes passa por uma grande transformação. Da alçada da endocrinologia, a doença será de agora em diante considerada também uma especialidade da cardiologia. Essa ampliação é decorrente da estreita relação entre o diabetes e os distúrbios cardiovasculares, e da descoberta de que uma determinada estatina pode trazer enormes benefícios aos doentes. O diabetes caracteriza-se pelo excesso de glicose no sangue – a glicose é um tipo de açúcar que serve de combustível para os mais de 100 trilhões de células do organismo. Tal desequilíbrio costuma lesionar gravemente todos os órgãos e tecidos do corpo, especialmente os vasos sanguíneos. E artérias comprometidas são o primeiro passo para infartos e derrames. Isso porque as lesões, causadas nos diabéticos pela glicose, facilitam o depósito de gorduras e outras substâncias em suas paredes, o que pode levar a entupimentos e rupturas não raro fatais. Os riscos de um diabético ser vítima de distúrbios cardiovasculares são de duas a quatro vezes maiores que os de um não-diabético. Para se ter uma idéia mais precisa do que isso significa, basta dizer que 65% dos diabéticos são acometidos por um problema desse tipo. É espantoso que muitos médicos ainda não vejam seus pacientes diabéticos como pacientes cardiovasculares, pois a maioria ainda dos Médicos se preocupa sobretudo com as taxas de glicose no sangue, sem levar em conta que ela é tão importante quanto a avaliação dos riscos para o coração.
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Médicos ingleses da University College London mostraram que doses diárias de Atorvastatina reduzem drasticamente a probabilidade de um diabético vir a sofrer de um distúrbio cardiovascular. O estudo, batizado de Cards, é o maior já feito sobre os efeitos do remédio em pessoas com diabetes. Durante dois anos, foram acompanhados quase 3.000 homens e mulheres, entre 40 e 75 anos, portadores do diabetes tipo 2, a versão mais comum da doença, e pelo menos um fator de risco para infartos e derrames, como tabagismo e hipertensão. Outra condição exigida era que os participantes apresentassem taxas consideradas normais de LDL, o colesterol ruim, e triglicérides. Com a ingestão de atorvastatina, a incidência de infartos e derrames caiu cerca de 40% e a mortalidade em conseqüência desses problemas foi reduzida 30%. Os resultados positivos foram tão impressionantes que o estudo foi interrompido dois anos antes do previsto. Em suas próximas diretrizes, que devem ser anunciadas em janeiro, a Associação Americana de Diabetes recomendará que todos os diabéticos com mais de 10 anos de idade tomem estatinas diariamente – mesmo aqueles que não têm histórico na família de doenças cardiovasculares ou que não apresentem colesterol alto.
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São vários os mecanismos que explicam os benefícios do remédio para os diabéticos. Por causa das lesões nas artérias provocadas pelo excesso de glicose, o depósito de gordura à base de colesterol nas paredes arteriais é muito mais intenso entre os diabéticos do que entre as pessoas que não têm a doença. Os diabéticos também são bem mais suscetíveis à inflamação dessas placas – e, quanto maior a inflamação, maiores são os riscos de obstrução arterial. Os diabéticos apresentam ainda tendência maior à aglutinação das plaquetas sanguíneas, o que aumenta os riscos de coágulos e, com isso, de entupimento das artérias. Por todos esses motivos, os diabéticos precisam manter os níveis de LDL abaixo do considerado normal. E a melhor arma para isso são as estatinas, que, além de agir contra o colesterol, têm ação antiinflamatória e anticoagulante.
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Há duas versões de diabetes. O tipo 1 é o mais raro (10% dos casos) e agressivo. A medicina o define como uma doença auto-imune, em que o sistema imunológico ataca e destrói as células do pâncreas produtoras de insulina, o hormônio que serve de chave para a entrada de glicose nas células. Suas vítimas têm de tomar várias picadas de agulha durante o dia, para medir as taxas de glicose no sangue e injetar insulina. Sem as doses de hormônio artificial, elas simplesmente não sobrevivem. É o tipo 2, no entanto, que mais preocupa os médicos. Associada aos piores hábitos da vida moderna, a doença cresce assustadoramente. Em 1990, segundo a Organização Mundial de Saúde, os doentes somavam 80 milhões de pessoas no mundo. Hoje são 170 milhões. Até pouco tempo atrás, o tipo 2 se manifestava sobretudo em pessoas com mais de 45 anos – e, por isso, era conhecido pelo nome de "diabetes senil". Hoje, ele aparece em quem está na faixa dos 30 anos e já há vários registros de adolescentes com o problema. O principal fator de risco para o mal é a obesidade. O excesso de tecido adiposo aumenta a resistência do organismo à ação da insulina. O resultado é o acúmulo de glicose na corrente sanguínea.
Metade da população mundial está acima do peso. Isso equivale a 3 bilhões de pessoas. Cerca de 50% delas vivem sob risco de desenvolver doenças associadas à obesidade, como o diabetes tipo 2. Uma das principais preocupações dos especialistas é em relação ao ritmo de engorda das crianças. Um trabalho apresentado no congresso da Associação Americana de Diabetes avaliou a saúde de 1.700 meninos e meninas entre 13 e 14 anos. A maioria tinha um ou mais fatores de risco para diabetes. Muitos apresentavam ainda colesterol acima do nível normal. No Brasil, a incidência de sobrepeso e obesidade entre crianças também começa a chamar atenção. Se nada for feito, boa parte delas pode vir a desenvolver o que os médicos classificam de síndrome metabólica, um pacote que engloba pressão alta, colesterol e triglicérides alterados, diabetes tipo 2 e obesidade. Ou seja, serão fortes candidatas a infartos e derrames.
 


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A medicina constata que certos alimentos previnem e até ajudam a curar doenças.
Além disso, uma boa dieta pode atrasar o processo de envelhecimento em até vinte anos.
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A ciência dos alimentos dedica boa parte de suas pesquisas para identificar comidas que fazem mal à saúde. Há muito se sabe, por exemplo, que gordura bloqueia as artérias e carne vermelha em excesso é ruim para o coração – sem falar nos recém-condenados carboidratos, os mais novos vilões da obesidade, carro-chefe de males diversos. Na outra ponta, há as pesquisas que verificam quais são os alimentos "bons para a saúde". Frutas, verduras e legumes, em geral, fazem parte dessa cesta há décadas. Agora, especialistas começam a descortinar uma terceira frente sobre a qual quase nada se sabia até a década de 90: os alimentos funcionais. Eles vão além dos "saudáveis", porque, mais do que nutrir, fornecem ao organismo substâncias que auxiliam na prevenção e até no tratamento de doenças. Em pouco tempo, várias descobertas animadoras foram feitas.
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Estudos recém-divulgados autorizam afirmar que uma dieta funcional – ou seja, baseada em alimentos não só saudáveis, mas especificamente indicados para a prevenção de males – chega a reduzir em até 70% o risco de alguns tipos de câncer e em 80% as enfermidades do coração, no caso de indivíduos que não fumam e que praticam exercícios regulares.
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A dieta saudável deixou de ser aquela que não faz mal à saúde e hoje, é a que previne doenças e, em alguns casos, ajuda a tratá-las.
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A adoção de uma dieta específica, combinada a bons hábitos, ajuda a desacelerar o processo de envelhecimento. Mais que isso: pode rejuvenescer uma pessoa em até vinte anos. Rejuvenescer, não quer dizer experimentar milagres como o sumiço repentino de rugas. Com base num cálculo que leva em conta dados epidemiológicos e estatísticas de longevidade, criou-se uma taxa de risco para calcular o peso dos hábitos alimentares sobre a saúde de uma pessoa. Dependendo desse resultado, ela pode estar sujeita aos mesmos riscos e doenças que alguém mais jovem ou mais velho – daí o conceito de "idade biológica" ou "real", que independe da cronologia e depois de cientistas examinarem 25 000 estudos científicos relacionados a hábitos alimentares, saúde e longevidade, chegou-se a conclusão que de todos os fatores que afetam o envelhecimento, a dieta é o mais importante.
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O interesse pelos benefícios que os alimentos podem trazer à saúde é antigo. Quatro séculos antes de Cristo, o grego Hipócrates, considerado o pai da medicina, já apregoava: "Faz da comida o teu remédio". Na Antiguidade, muito se especulava sobre o poder curativo de plantas como o alho. Um papiro egípcio de 1550 a.C. lista duas dezenas de medicamentos que, formulados à base da raiz, eram usados para tratar de dor de cabeça a inflamações na garganta. O uso do alho pelos antigos baseava-se no mesmo conhecimento empírico que estimulou muitas avós a dizer que comer fruta deixa a pele mais jovem e que um golinho de vinho "faz bem à saúde". Elas tinham razão, embora não soubessem exatamente o porquê. Hoje, já se tem por certo que tanto as frutas como as verduras são potentes antioxidantes naturais. Isso significa que têm capacidade para combater os temidos radicais livres – subproduto formado pelas células no processo de conversão do oxigênio em "combustível" para o corpo. As vitaminas C, E e A, presentes em abundância em frutas como a laranja, a manga e a maçã, têm o poder de reduzir essas moléculas tóxicas que, em excesso, comprometem o bom funcionamento do organismo e aceleram o seu envelhecimento. O poder das frutas é tamanho que pode-se afirmar que a ingestão de cinco porções delas por dia pode atrasar o relógio biológico em até quatro anos.
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Outras práticas aprovadas pela experiência ganharam recentemente a chancela da ciência. Na década de 60, intrigava cientistas o fato de gregos e italianos – notórios apreciadores de uma boa e farta mesa – sofrerem menos de doenças cardíacas e terem expectativa de vida acima da média européia. A partir do estudo dessas populações, concluiu-se que um fator determinante para a longevidade de gregos e italianos era a dieta: a culinária mediterrânea é rica em azeite e nozes, por exemplo, dois poderosos redutores do LDL, o colesterol ruim. Também da observação da população na França nasceu o interesse científico pelo vinho tinto. Apesar de os franceses terem o hábito de comer queijo e manteiga a granel, eles conseguiam manter baixos níveis de doenças cardíacas.
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O fenômeno ficou conhecido como "O Paradoxo francês". Um estudo conduzido pela Universidade Harvard demonstrou que um pigmento encontrado na casca das uvas vermelhas, os flavonóides, tem dupla função no que diz respeito à proteção do coração: aumenta as taxas do bom colesterol e ajuda a prevenir o enrijecimento das artérias.
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Hoje, o vinho já exibe status oficial de redutor de doenças cardíacas – é prescrito por entidades como a respeitada American Dietetic Association e recomendado por nutricionistas de hospitais como o da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. O mesmo ocorreu com a aveia. Testada e aprovada em uma série de pesquisas, ganhou o selo de redutora de doenças cardíacas pela Food and Drug Administration, o órgão responsável pelo controle de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos. Na França, o vinho chega a ser servido em hospitais, em substituição ao tradicional suco de laranja, até há pouco tempo obrigatório nas bandejas dos doentes. Na escalada do vinho em direção ao status de "quase-remédio", a dose recomendada pelos organismos de saúde aumentou progressivamente. De três taças por semana, passou a uma por dia.
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Estudos apontam que a ingestão semanal de dez colheres de molho de tomate ajuda a reduzir em até 50% o risco de onze tipos de câncer, entre eles os de esôfago e próstata. O tomate é capaz de "rejuvenescer" em um ano quem o consome regularmente. Se a dieta por si só é um fator determinante para o envelhecimento, há outros quesitos que a rodeiam que merecem a mesma atenção. Certos hábitos – revelados no momento em que se vai às compras e até mesmo nos utensílios que se tem na cozinha – podem ser tão vitais à saúde quanto a comida que vai ao prato.
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Outro costume condenado pelos cientistas é comer distraidamente – em pé, diante da geladeira ou na sala de televisão. Pesquisa conduzida com diversos pacientes demonstrou que esse tipo de atitude é especialmente prejudicial àqueles com tendência à obesidade: faz com que a pessoa consuma 20% a mais de calorias do que se fizesse uma refeição à mesa e quem come distraído também presta menos atenção ao que está comendo.
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A preocupação em selecionar alimentos de qualidade é um dos pilares da boa saúde – tanto que está na origem de outra série de recomendações que devem ser seguidas, como: sabatinar o garçom sobre o preparo do prato em uma ida ao restaurante, solicitar-lhe que troque ingredientes sempre que julgar necessário e, mais importante, pedir que o molho da salada venha à parte – de preferência, sem maionese. Pesquisa feita pelo governo americano chegou à espantosa conclusão de que, na faixa etária de 20 a 30 anos, as mulheres consomem, em média, metade de suas calorias diárias só em molho de salada.
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Entre os hábitos benéficos para a saúde, está o costume de manter as frutas em local visível na cozinha. Estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition mostra que 80% das pessoas, movidas pela fome, escolhem o primeiro alimento que atravessa seu campo de visão. Melhor, então, que sejam as frutas.
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Qualidades atestadas, os alimentos funcionais de nada servem, alertam especialistas, se:

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Não forem consumidos com regularidade – como os remédios, só têm efeito no combate às doenças quando ingeridos nas quantidades adequadas; e

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A dieta como um todo não for saudável. É inútil empanturrar-se de aveia no café-da-manhã e devorar hambúrgueres com refrigerante no almoço. A fórmula ideal para prevenir doenças com o auxílio dos alimentos é combinar na dieta o maior número possível de substâncias benéficas.

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O entusiasmo dos cientistas pelos poderes dos alimentos funcionais pode ser medido pela magnitude de uma pesquisa que começa a ser desenvolvida pelo World Cancer Research Fund, órgão internacional especializado no estudo do câncer. No Brasil, o Incor criou um núcleo de estudos exclusivamente voltado para pesquisas com café. Desconfia-se que a bebida pode ajudar a evitar doenças cardiovasculares, a causa número 1 de mortes no Brasil e no mundo.
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A fonte da juventude e da longevidade, quem diria, está logo ali, na cozinha.
 


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Recomendações para envelhecer com saúde.

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Para todas as idade:

- O ideal é meia hora de exercícios por dia, mas três vezes por semana resolvem;

- Usar protetor solar;

- Submeter-se a exame para detectar câncer no colo do útero (mulher);

- Não fumar;

- Beber moderadamente;

- Avaliar o quadro psicológico (ansiedade, depressão, stress);

- Comer fruta, verdura fibra e pouca carne vermelha;

- Controlar o peso;

- Ter várias atividades sociais;

- Manter vida sexual ativa.

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Dos 20 aos 40 anos:

- Avaliação:

   - Antecedente familiar de obesidade, doença cardíaca, diabete e câncer;

   - Hábitos insalubres ou vício (álcool, cigarro e drogas);

   - Hipertensão;

   - Obesidade;

   - Nível de colesterol, triglicérides e glicemia.

- Orientação:

   - Tomar vacina contra hepatite B (doença transmissível por contato sexual);

   - Submeter-se a exame ergométrico regular;

   - Fazer mamografia a cada três anos (mulher);

   - Dieta de baixa caloria.

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REFEIÇÃO IDEAL:

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O cardápio diário de uma pessoa com mais de 60 anos deve ficar em 1.500 calorias. Abaixo, o exemplo de uma dieta equilibrada.

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Café:

- 1 xícara de leite desnatado batido com mamão; +

- 1 fatia de pão integral de linhaça com queijo-de-minas.

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Lanche da Manhã:

- Suco de melão.

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Almoço:

- 1 filé pequeno de salmão (ou outro peixe) grelhado;

- 2 colheres de purê de mandioquinha ou de batata ou 1 panqueca de legumes;

- 1 xícara de legumes refogados;

- Salada de tomate picado, cenoura e brócolis ao vapor;

- 1 kiwi;

- 1 copo de suco de laranja.

 


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Conheça alguns dos alimentos que a ciência já comprovou serem capazes de prevenir doenças e a quantidade indicada para potencializar seus benefícios.*
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Aveia - Ajuda a diminuir o colesterol ruim, o LDL. Ganhou o selo de redutor do risco de doenças cardíacas da FDA, agência americana de controle de alimentos e remédios.

Quantidade recomendada: 40 gramas por dia de farelo ou 60 gramas da farinha.
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Alho - Reduz a pressão arterial e protege o coração ao diminuir a taxa de colesterol ruim e aumentar os níveis do colesterol bom, o HDL. Pesquisas indicam que pode ajudar na prevenção de tumores malignos.

Quantidade recomendada: 1 dente por dia (para diminuir o colesterol e a pressão arterial).
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Azeite de Oliva - Auxilia na redução do LDL. Sua ingestão no lugar de margarina ou manteiga pode reduzir em até 40% o risco de doenças do coração.

Quantidade recomendada: 15 mililitros por dia ou uma colher (de sopa rasa).
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Castanha-do-Pará - Assim como noz, pistache e amêndoa, auxilia na prevenção de problemas cardíacos. Também ganhou o selo de redutora de doenças cardiovasculares da FDA.

Quantidade recomendada: 30 gramas por dia ou de cinco a seis unidades.
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Chá Verde - Auxilia na prevenção de tumores malignos. Estudos indicam ainda que pode diminuir as doenças do coração, prevenir pedras nos rins e auxiliar no tratamento da obesidade.

Quantidade recomendada: De 4 a 6 xícaras por dia (para reduzir os riscos de gastrite e câncer no esôfago).
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Maça - Ajuda a prevenir tumores malignos, diz o médico Michael Roizen. O consumo regular de frutas variadas auxilia na redução de doenças cardíacas e da pressão sanguínea, além de evitar doenças oculares como catarata.

Quantidade recomendada: 5 porções de frutas por dia.
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Peixes - Os peixes ricos em ômega 3, como a sardinha, o bacalhau e o salmão, são poderosos aliados na prevenção de infartos e derrames. Estudos indicam também que reduzem dores de artrite, melhoram a depressão e protegem o cérebro contra doenças como o mal de Alzheimer.

Quant. recomendada: pelo menos 180 gramas por semana (para reduzir o risco de doenças cardiovasculares).
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Soja - Ajuda a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, segundo a FDA. Seu consumo regular pode diminuir os níveis de colesterol ruim em mais de 10%. Há indicações de que também ajuda a amenizar os incômodos da menopausa e a prevenir o câncer de mama e de cólon.

Quant. recomendada: 150 g. de grãos por dia, o equivalente a uma xícara de chá (para reduzir o colesterol).
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Tomate - Auxilia na prevenção do câncer de próstata.

Quantidade recomendada: uma colher e meia (sopa) de molho de tomate por dia.
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Vinho Tinto - A uva vermelha, presente no vinho ou no suco, ajuda a aumentar o colesterol bom e evita o acúmulo de gordura nas artérias, prevenindo doenças do coração.

Quantidade recomendada: dois copos de suco de uva ou uma taça de vinho tinto por dia.
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Saiba mais visitando a página sobre Alimentos Funcionais.

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*As quantidades de alimentos indicadas se referem apenas à prevenção das doenças especificadas. A dosagem ideal para o combate das demais ainda não foi identificada pelos pesquisadores.
 


Este artigo não pretende a prescrição ou indicação de medicamentos. Se você apresenta algum dos sintomas citados procure um Médico pois nada substitui uma consulta com um Médico especializado, pois tanto para a mulher como para o homem, a avaliação Médica e especialmente a Terapia Ortomolecular tem que ser individualizada e só deve ser prescrita por Médico Especialista, e que para se ter uma base do que se vai indicar para um paciente é necessário fazer uma minuciosa anamnese clínica, avaliar o estado psico-emocional do paciente e fazer um estudo pormenorizado com exames laboratoriais, inclusive Ortomoleculares como o Teste do Cabelo (Mineralograma) e outros através de sangue, urina e fezes.