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A Dieta Ortomolecular, nova mania entre as celebridades mais em forma do país, pode ser a solução para muitas pessoas que precisam perder peso. A Medicina Ortomolecular, um ramo da Medicina, não é uma simples dieta da moda, busca, antes de tudo, reequilibrar o organismo do paciente, o que faz do emagrecimento conseqüência natural do tratamento.

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Mas o que faz essa dieta atrair tanta gente? A princípio, é difícil encontrar uma grande diferença em comparação com outros regimes. O cardápio é parecido com o da “Reeducação Alimentar”, a orientação mais moderna dada pelos Médicos aos gordinhos. Tanto na Ortomolecular quanto na reeducação, come-se várias vezes ao dia porções pequenas e pouco calóricas. Por isso, dá-se preferência a frutas, legumes, verduras, peixes, aves e cereais integrais. Recomenda-se também restringir o consumo de carne vermelha, ovos e frituras. Tiram-se ainda da mesa os doces, enlatados e alimentos industrializados. A Dieta Ortomolecular visa nutrir adequadamente o organismo, repondo as perdas decorrentes do desgaste natural, bem como as deficiências geradas pelo empobrecimento natural nutricional dos alimentos industrializados. Também se destina a limpar a organismo de substâncias tóxicas, os famosos Radicais Livres, responsáveis pelo envelhecimento dos tecidos e por uma série de alterações causadoras da maioria das doenças conhecidas. Com a Terapia Ortomolecular regulariza-se o funcionamento orgânico, levando-o a manter-se saudável e a restabelecer a sua natural possibilidade de organização e cura dos desequilíbrios.
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Até aí, como se vê, nada de mais. A diferença está na combinação desse “feijão-com-arroz” com a teoria-base da Medicina Ortomolecular. A tese central deste método é a de que a vida corrida de hoje impede a ingestão adequada de vitaminas, sais minerais e aminoácidos (pedaços de proteína), nutrientes essenciais para o corpo. De fato, as vitaminas e os minerais, por exemplo, combatem os radicais livres, moléculas que apressam o envelhecimento celular. Por isso, segundo a técnica, é preciso dar ao organismo uma suplementação dessas substâncias para que as células reencontrem sua energia. Orthos, aliás, vem do grego, e significa correto. Seria algo como “moléculas no funcionamento certo. De acordo com a Dieta Ortomolecular, ao equilibrar a disposição desses compostos e garantir uma alimentação saudável, o metabolismo melhora, facilitando a perda de peso. O método também aumenta a qualidade de vida do paciente, assim como melhora a disposição física, a pele, os cabelos e pode até melhorar a libido.
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Muitas das vezes somente a reeducação alimentar não é suficiente, pois nem sempre o paciente consegue absorver todas as substâncias presentes nos alimentos, pois existem pessoas que não conseguem absorver o cálcio do leite e do queijo, por exemplo. Nesses casos, é preciso buscar outra fonte da substância, e aí que entram os suplementos nutricionais, complementando a Dieta com os minerais e as vitaminas que estão fazendo falta à pessoas, além de estimulantes de liberação do Hormônio de Crescimento (Pro-hGH).
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É a carência de vários nutrientes essenciais, mas que não percebemos, porque o nosso mecanismo seletivo cerebral está prejudicado. O cérebro apenas identifica que há uma uma falta e isso gera uma fome descontrolada por qualquer tipo de alimento principalmente os que aumentem rapidamente os níveis de glicose no sangue, como os açúcares e gorduras. Daí, cria-se um círculo vicioso: quanto mais fome oculta, mais alimentos inadequados, em quantidade e qualidade, mais distúrbios no metabolismo, mais fome oculta.

 

Alimentos tóxicos, refinados e industrializados lesam a parede do intestino. É nela que regula-se a maioria dos neurotransmissores ligados às sensações de fome, saciedade, seletividade dos alimentos, ao ritmo metabólico, bem como as sensações de prazer e bem-estar. É o nosso “outro cérebro”, nosso grande centro regulador. Essa lesão gerará ganho de peso, depósitos de gordura nas artérias e inúmeras doenças decorrentes desses distúrbios.

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Fica claro que o ponto central da Terapia Ortomolecular é a busca pelo bem-estar, pela prevenção de doenças. A função da Ortomolecular não é só a de combater doenças, mas também de fortalecer o organismo, para que ele tenha melhores condições de reagir contra males que o acometem. Desta forma, colabora para a melhora dos mais diversos problemas como diabetes, depressão, obesidade, falta de memória, desinteresse sexual, osteoporose, intoxicações, doenças reumáticas e cardiovasculares.
 


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Que é stress oxidativo?
Se você ver uma maçã escurecida ou uma grade de ferro enferrujada, você está vendo os resultados do stress oxidativo. O mesmo processo que causa esta deterioração pode também causar a doença no corpo humano.
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O Stress Oxidativo são os danos causados às células que ocorrem em processos metabólicos normais com a produção de "Radicais Livres", instáveis e moléculas eletricamente carregadas de oxigênio. Na ação de encontrar um "par" e transformar-se radicais estáveis, esses radicais livres interagem com a molécula mais próxima, alvejando proteínas, gorduras, ou mesmo DNA. Estas ações podem ser tão violentas que criam explosões da luz dentro das células. Se não neutralizadas rapidamente, podem criar mais radicais livres ou causar danos às paredes dos vasos e das células, aos lipídeos, às proteínas, e mesmo ao núcleo (DNA) da célula e a processos que podem conduzir à morte da célula (Apoptose).
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Pode-se comparar as lesões causadas pelos radicais livres aos danos que ocorrem quando as fagulhas de uma lareira voam para fora de onde há o fogo. É como se na maioria do tempo o fogo se queima normalmente, mas ocasionalmente há um "estouro" e fagulhas saltam para fora caindo no carpete. Se este processo continuar por muito tempo o carpete vai ficando "puído", eventualmente expondo o forro e o assoalho subjacente. Em nossos corpos, esta fagulha é causada por um radical Hidroxila e o "puído" resultante pode conduzir as desordens degenerativas do cérebro como Parkinson e Alzheimer, ou às condições metabólicas como o Diabetes, Aterosclerose, doenças do coração e à Obesidade.
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Sob circunstâncias normais, há um equilíbrio delicado entre a produção de radicais livres e os Anti-oxidantes, entretanto, durante períodos da produção aumentada de radicais livres, os Anti-oxidantes podem se esgotar no processo do neutralização, deixando o corpo com pouca ou nenhuma defesa no caso de um outro ataque de radicais livres. O stress oxidativo é regulado por uma combinação de fatores hereditários, do ambiente e do estilo de vida. Quando é possível influenciar o estilo de vida e alguns fatores ambientais com a dieta, a atividade física e o suplemento de anti-oxidantes, é bom, pois não podemos mudar os nossos genes. E infelizmente, muitos pessoas funcionam com um nível anormalmente elevado do stress oxidativo que poderia aumentar sua probabilidade da incidência de doenças relacionadas com a idade. Entretanto, ao melhorar nossos hábitos e os fatores ambientais pode diminuir a quantidade de radicais livres que se formam no nosso corpo, e assim, reduziria o risco de doenças degenerativas e metabólicas.
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O stress oxidativo ocorre durante toda a vida, a medida que nós envelhecemos. A fonte principal da formação dos oxidantes é pela Mitocôndria (parte da célula responsável pela produção de energia e a respiração da mesma), a parte da célula responsável pela produção de energia. As mitocôndrias produzem a energia com um processo conhecido como Fosforilação Oxidativa, e com este oxigênio altamente reativo do processo, os radicais são gerados que podem subseqüentemente atacar células em nosso corpo. Os radicais livres, conhecidos também como espécies reativas do oxigênio, são somente um dos produtos da respiração da célula, mas os danos ao DNA que ocorre com eles podem, também, conduzir à produção aumentada dos radicais livres e possivelmente as mutações do DNA mitocondrial. O stress oxidativo pode também causar os danos aos lipídios e às proteínas.

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Pesquisas recentes mostraram que a limitação calórica (Dieta) a longo prazo promove a longevidade e o excesso alimentar crônico (Obesidade) provoca uma circunstância que imita o processo do envelhecimento, o que explica a incidência mais elevada de processos inflamatórios, radicais livres e doenças metabólicas em indivíduos com excesso de peso. Uma pesquisa recente sobre o exercício, a dieta e o uso de Suplementos Anti-Oxidantes indica que tais intervenções reduzirão o peso do corpo, o stress oxidativo, a produção de radicais livres e os processos inflamatórios resultantes, deixando os indivíduos mais magros e mais saudáveis.

 


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"Comer bem é uma arte que só se leva a perfeição quando se protege a saúde."

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O primeiro passo é a consulta, que dura até mais de uma hora, e logo nesse primeiro encontro é feito uma análise da vida clínica, nutricional e emocional do paciente e são solicitados exames de sangue que detectam a situação nutricional do organismo.

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Há também o Exame do Cabelo (Mineralograma), exame que analisa um fio de cabelo e que traz muitas informações adicionais. Esse exame é feito nos Estados Unidos, mas não obrigatório no tratamento. O exame não é exigido, mas é verdade que se a pessoa não o faz, perde-se muitos dados importantes.

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Um dos pontos observados nesses exames é a quantidade de Radicais Livres presentes no organismo do paciente. Eles agem como uma ferrugem e lesam o corpo, desencadeando diversas doenças. Com o mapa dos Radicais Livres em mãos, fica mais fácil prever moléstias e prevenir-se delas.

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A partir das análises dos exames, o Médico prescreve medicamentos industrializados ou manipuladas, buscando o equilíbrio ideal do corpo. Para cada caso, a medicação é absolutamente individual, pois cada corpo tem suas necessidades específicas. Não adianta ir à farmácia e comprar um polivitamínico qualquer porque a dosagem não será a correta, ou ir às lojas de suplementos e encher-se desses produtos sem a indicação adequada, que é um erro bem comum que ocorre principalmente nas academias de ginástica, onde muita gente costuma tomar suplementos de aminoácidos esperando emagrecer graças ao aceleramento do metabolismo que essa substância provoca. Mas o que eles não sabem é que, além do aminoácido ser a substância mais difícil de ser absorvida pelo organismo, o que exige formas especiais de tomá-lo, para funcionar, o aminoácido deve vir acompanhado das vitaminas e minerais corretos.

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Nunca deve se usar aminoácidos no início do tratamento porque antes a pessoa precisa estar preparada para recebê-los e com o organismo preparado, a substância trará resultados muito melhores.

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Mas como em qualquer dieta, é preciso disciplina e dedicação. Normalmente, os resultados são muito bons, mas dependem muito da pessoa não sendo tratamento milagroso.

Fome, fraqueza ou irritabilidade, sensações comuns quando se restringe alimentos, também não fazem parte do cardápio dos pacientes. Isso porque muitas vezes associa-se o uso de remédios fitoterápicos (à base de plantas) na receita. Há fórmulas para aumentar a saciedade ou diminuir o desejo por tipos de alimentos. A planta Garcínia, por exemplo, ajuda a reduzir a compulsão por doce, o Cromo auxilia a diminuir a resistência a insulina, etc. As receitas da Ortomolecular também funcionam para resolver desconfortos da Tensão Pré-Menstrual., diminuindo a vontade de comer doce nesse período.

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Mas, os benefícios só são possíveis para quem tem disciplina, como em qualquer regime; não se trata de uma fórmula milagrosa, pois antes de tudo, é preciso cuidar da alimentação e praticar exercícios.

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Na Medicina Ortomolecular, habitualmente, inibidores de apetite não fazem parte da maioria dos receituários. Mas muitas das vezes lança-se mão dessas substâncias no início do tratamento pois se o indivíduo está obeso e tem dificuldades para entrar no regime, tem-se que adotar o recurso inicialmente, porém de forma que cause o menor impacto possível ao paciente.

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A perda de peso acontece graças à reeducação alimentar e ao equilíbrio nutricional promovido pelos suplementos. Esse equilíbrio soluciona problemas como stress, retenção de líquido, TPM e depressão, que muitas vezes são a causa do excesso de peso. Não existe uma dieta específica na Ortomolecular, mas, uma reposição de nutrientes que faz o paciente comer o que quiser, porém, bem menos pois não sentem aquela compulsão.

A suplementação é oferecida em gotas, pós, cápsulas ou comprimidos efervescentes. A escolha depende da preferência pessoal e da indicação médica. Há quem tome várias cápsulas num só dia.

O tempo de tratamento nos casos de emagrecimento varia conforme o estado físico do paciente, mas em casos de pessoas não-obesas, três a quatro meses são suficientes para uma boa perda de peso. Ou seja, tempo perfeito chegar no verão com o corpo em forma. O recomendável ao menos uma consulta a cada 45 dias, para acompanhamento.

 


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Gordura TRANS, inimiga oculta.

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A gordura Trans, tão mal falada nos últimos tempos, nada mais é que a velha conhecida Gordura Vegetal Hidrogenada, criada para dar mais sabor, melhorar a consistência e prolongar o prazo de validade de alguns alimentos, a gordura Trans está na pipoca de microondas, nos salgadinhos de pacotes, nos donuts, nos biscoitos, nas bolachas, nos sorvetes, nas margarinas e em vários itens das refeições de lanchonetes fast-food, como a batata frita, os nuggets e as tortinhas doces. A gordura Trans é um importante fator de risco para infartos, derrames, diabetes e outras doenças e o melhor a fazer é tentar bani-la do cardápio.

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A trans surge da transformação de óleos vegetais líquidos em sólidos, por meio de um processo químico chamado hidrogenação parcial. Como sua origem é vegetal, durante muito tempo ela foi tida como uma opção mais saudável à gordura saturada, que, conforme se descobriu no fim da década de 50, faz mal ao coração. Encontrada sobretudo em carnes vermelhas, ovos e leite, entre outros alimentos, a gordura saturada aumenta os níveis no sangue do mau colesterol, o LDL.

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Aparentemente benéfica, a trans conquistou a indústria de alimentos, mas no fim da década de 90, contudo, várias pesquisas científicas demonstraram que a trans é mais nociva do que a saturada e a explicação para isso é que, durante a solidificação dos óleos vegetais, as moléculas de gordura passam por um rearranjo estrutural que faz com que elas, ao ser ingeridas, facilitem o depósito de LDL nas paredes das artérias coronárias. Além disso, a trans reduz as quantidades de uma proteína essencial à produção do bom colesterol, o HDL.

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Pouca gente, no entanto, conhece os perigos embutidos na margarina do café-da-manhã, no bolo do lanche da tarde ou nos biscoitos que as crianças levam para a escola. Esse fato fez soar o alarme nas agências reguladoras de alimentos. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que até 2006 os rótulos dos alimentos industrializados devem informar o consumidor sobre a quantidade de gordura trans contida neles. O mesmo prazo foi dado pela FDA às empresas americanas.

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O consumo médio de gordura trans chega a 3% do total calórico diário. Numa dieta de 2.000 calorias, isso equivale a 6,6 gramas – ou quatro biscoitos recheados de chocolate. Pode parecer pouco, mas, em se tratando de gordura trans, é uma quantidade absurda. A Organização Mundial de Saúde preconiza que a ingestão diária de trans não ultrapasse 1% das calorias. Para a indústria, a dificuldade é substituir a gordura trans sem alterar as características dos alimentos. Embora os primeiros estudos sobre a sua nocividade tenham cerca de dez anos, só agora os primeiros produtos trans free estão chegando ao mercado.

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Do ponto de vista cardiovascular, esse tipo de gordura é pior que a saturada - de origem animal. A causa: ela "plastifica" os vasos, levando a infartos e derrames.

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A gordura hidrogenada é uma gordura vegetal que foi criada pela indústria para ser uma alternativa à gordura saturada, a do bacon, da lingüiça,da picanha, da manteiga, etc. Mas como não existe gordura no mundo vegetal, somente óleos, foi criado, então, um processo de transformação desses óleos vegetais em gordura sólida.

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Os óleos são colocados em uma câmara com gás hidrogênio, que se transforma em uma pasta preta (um tipo de graxa) com mau cheiro, que precisa ser alvejada para ficar sem cor e desodorizada para ficar sem cheiro.

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Ela deixa tudo crocante porque se solidifica nos alimentos após a fritura, formando uma casquinha. Isso acontece também nos vasos que ficam impedidos de dilatar.

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Por isso, está se tornando comum esportistas jovens sofrerem parada cardíaca durante a prática de qualquer esporte, pois durante a atividade física, o fluxo sangüíneo aumenta, mas o vaso não dilata para a passagem do sangue. É quando ocorre o infarto.

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O maior desafio é para as cadeias de fast-food, pois além de não terem encontrado ainda um óleo "trans free" que mantenha o sabor dos lanches, há um problema de ordem econômica a ser vencido. Uma das grandes vantagens da gordura trans é que ela pode ser reaproveitada várias vezes sem perder suas características iniciais. Esse entrave foi o que fez com que a maior rede de fast-food do mundo fosse condenada pela Justiça dos Estados Unidos.

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Dica: quanto mais durinho o alimento industrializado maior a quantidade dessa gordura, abaixo, uma lista de produtos que podem carregar um nível elevado de gordura Trans.

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Então, fique longe de:

- Frituras de fast-food: usam essa gordura para todas as frituras porque ficam crocantes;

- Salgadinhos (chips e outros);

- Batatas fritas: as de pacote e as que acompanham fast-food;

- Massa folhada;

- Margarina: é uma gordura vegetal hidrogenada;

- Biscoitos: praticamente todos, principalmente os recheados e os wafer;

- Sorvetes: a grande maioria, até mesmo os light; o sorvete hidrogenado é mais espumoso;

- Chocolates em barras ou bombons: cuidado com os Diet, são os piores;

- Cookies;

- Tortas e bolos recheados, prontos e semi-prontos (ficam bem fofos);

- Pipoca de microondas;

- Maionese;

- Leite: os achocolatados prontos (todynho, por exemplo);

- Requeijão cremoso: atualmente alguns já tem gordura vegetal hidrogenada. Leia o rótulo, e prefira os que não tenham.

- Donuts;

- Pães: principalmente os de massa doce;

- Sopas e cremes industrializados;

- Temperos prontos em tabletes ou em pó;

- Manteiga light: esse tipo engana o consumidor, pois 50% é margarina;

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O epidemiologista-chefe da Escola de Medicina de Harvard, Walter Willet, diz no site www.transfreeamerica.org que a introdução dos hidrogenados na alimentação foi o maior desastre da história alimentícia nos EUA. Resultou numa epidemia de obesidade e demais doenças.

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Em 2001, foi divulgado um estudo - feito em 84 mil enfermeiras, durante 14 anos - no qual ficou confirmado que a principal gordura relacionada ao diabetes e ao aumento do colesterol e triglicerídios era a hidrogenada.

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No ano seguinte, cientistas americanos pediram um novo estudo. Queriam que ficasse claro quanto de gordura hidrogenada uma pessoa poderia consumir por dia, sem prejudicar sua saúde. O resultado foi surpreendente: Zero.

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Substitua a margarina. No pão, use requeijão (selecionado), queijos, geléia ou manteiga (regular).

Na culinária, use os óleos vegetais. Eles fazem bem à saúde desde que não sejam hidrogenados. Prefira o óleo de arroz, pois ele não satura facilmente.

 


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A culinária Ortomolecular, assim como a medicina que leva este nome, tem como principais objetivos corrigir os erros alimentares - principalmente de micronutrientes, ou seja, minerais, vitaminas e ácidos graxos (gorduras) essenciais - e neutralizar os radicais livres dentro do organismo. Na realidade, as descobertas da medicina ortomolecular somente corroboram os princípios de vários sistemas alimentares naturistas que já existem há muito tempo, alguns desenvolvidos há algumas décadas até outros existentes há milhares de anos. A diferença é que agora, com os novos recursos da bioquímica e com o estudo dos radicais livres, se sabe para que e porque, determinados alimentos e formas de preparo são indicadas, e outras não.

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Praticamente todos os princípios alimentares indicados por vários sistemas naturistas estão sendo corroborados por experimentos bioquímicos e estatísticos no momento. Como na época em que esses sistemas foram criados não havia a tecnologia de hoje para comprova-los, os criadores desses sistemas valiam-se do mais sensível aparelho existente sobre a terra, a "máquina humana" que somos nós mesmos. Ou seja, eles se valiam do empirismo direto, da avaliação dos fatos feita por seus "aparelhos humanos". O empirismo indireto, ou seja, a avaliação dos fatos baseada em meios indiretos, como aparelhos e reações químicas, está confirmando o que foi estabelecido pelo empirismo direto há tempos. Ou seja, o tão "anti-científico" caminho da intuição e da avaliação subjetiva está tendo um reconhecimento por parte da comunidade científica.

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1) Comer alimentos ricos em anti-oxidantes

Além de um equilibrio entre proteínas, carboidratos, gorduras essenciais, minerais e vitaminas, podemos focar nossa dieta em alimentos que contém anti-oxidantes, para inibir a ação dos radicias livres. Os principais anti-oxidantes contidos nos alimentos são vitamina C, vitamina E, beta-caroteno, o mineral selênio e os aminoácidos Cisteína e Metionina.

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2) Comer uma parte dos alimentos crus

Existem várias enzimas e vitaminas contidas nos alimentos que são destruídas e uma parte dos minerais é "lavada" pela água do cozimento. Anti-oxidantes como a vitamina C e a E, são parcialmente destruídas em qualquer forma de cozimento, mesmo no vapor. O ideal é que pelo menos 40% das refeições seja composta de alimentos crus.

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3) Cozimento no vapor

Pelo mesmo motivo do ítem acima. Existe determinadas enzimas e vitaminas que são termolábeis (se destroem com o calor excessivo) e/ou hidrosolúveis (que se dissolvem na água do cozimento). O cozimento, especialmente com muita água, retira também grande parte dos minerais. O cozimento no vapor é feito com temperatura um pouco mais baixa e sem contato direto com a água. Além de preservar as vitaminas, minerais e enzimas, preserva melhor o sabor dos vegetais.

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4) Utilizar vegetais sem agrotóxicos

Os agrotóxicos utilizados nos vegetais são indiretamente produtores de radicais livres. O nosso fígado é capaz de neutralizar esses agrotóxicos mas para isso utiliza grande quantidade dos anti-oxidantes disponíveis no organismo. Essa utilização dos anti-oxidantes deixa outros processos vitais carentes dessas substâncias. Alguns agrotóxicos também contêm metais pesados que ficam retidos no organismo, produzindo efeitos nocivos. A ironia é que com isso, acabamos utilizando as vitaminas contidas nos alimentos somente para eliminar os tóxicos contidos nesses mesmos alimentos.

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No Brasil infelizmente ainda são usados agrotóxicos que já foram proibidos em todo o resto do mundo e além do mais, em quantidades muito maiores do que as recomendadas. Alguns supermercados já oferecem alguns vegetais orgânicos e também hidropônicos. Apesar dos orgânicos serem melhores que os hidropônicos, pois utilizam nutrientes naturais, nenhum dos dois contém agrotóxicos.

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5) Utilizar cereais integrais

No processo de refinação são retirados os óleos nobres, aminoácidos, minerais, vitaminas e fibras contidas no germe e na película que recobrem os cereais. Tornam-se portanto a chamada “caloria vazia” fornecendo somente amido ao organismo. Por isso propiciam prisão de ventre e acúmulo de gordura (pela falta de fibras e Complexo B) e lenta desnutrição e desmineralização do organismo.

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6) Evitar frituras e margarinas

Quando aquecidos, os óleos mudam suas características bioquímicas radicalmente em termos de efeito no organismo. De um efeito protetor quando crus, passam a ter um efeito produtor de radicais livres quando aquecidos. As margarinas, apesar de não conterem colesterol, tem o mesmo efeito da gordura saturada no organismo.

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7) Evitar carne vermelha, porco ou carne em conserva

Além do tão temido colesterol, a combinação de alto teor de Ferro e gordura da carne vermelha forma uma combinação deletéria. O ferro e gordura, em combinação com os sais biliares presentes no intestino, forma o estercobilinogênio, substância com alto poder tóxico. O tão apreciado “tostadinho” da carne é uma bomba de radicais livres. A quantidade de 100 gramas desse “tostadinho” (que é facilmente ingerido em um churrasco, por exemplo) equivale à quantidade de radicais livres produzidos por 15 cigarros.

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As carnes em conserva, ou seja, presunto, salsicha, salsicha de frango ou peru, lingüiça, mortadela, paio, aves e peixes defumados, "blanquete" de peru etc, todos contém nitratos e nitritos, que são conservantes que produzem câncer. Mesmo o inocente peru ou frango em conserva contém estes conservantes. Muitos defumados também contém nitratos e nitritos, além do defumado em si, pois a gordura das carnes, sob a ação da fumaça, produz alta quantidade de radicais livres no organismo.

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Não é à toa que o vegetarianismo diminui muito a chance de câncer no intestino (e em outros locais também). O Japão antes da ocidentalização, com sua dieta tradicional à base de peixe cru, arroz integral, algas, ban-chá, gengibre e vários outros alimentos anti-oxidantes, tinha a menor incidência de câncer no mundo. Se ingerirmos carne vermelha é adequado que não seja freqüente e que seja conjuntamente com uma farta quantidade de saladas cruas para minimizar seus efeitos nocivos.

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8) Evitar enlatados e conservas artificiais

Alguns conservantes contidos nesses produtos são tóxicos ao organismo. Em geral, quanto mais artificial o produto, mais trabalho dá ao corpo para eliminá-lo.

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9) Evitar açúcar branco

Como já foi comentado na parte dos carboidratos. o açúcar branco está relacionado com obesidade, diabetes, desmineralização do organismo e problemas psico-emocionais. O açúcar também diminui a resistência imunológica.

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10) Evitar xantinas (cafeína e similares)

O café (e similares como chá preto, mate, guaraná em pó, chocolate, refrigerantes “cola”, noz de cola) é certamente a droga mais usada e abusada na nossa sociedade. A cafeína é um forte excitante do sistema nervoso central e aumenta a freqüência cardíaca, a pressão arterial, respiração, atividade gastrintestinal, produção de ácido do estômago, a função do rim e a atividade mental. O uso diário e freqüente tende a produzir sintomas no estômago, irritabilidade, impaciência, insônia, fadiga e instabilidade emocional. Algumas formas de depressão são equilibradas somente retirando-se o café. Em pessoas sensíveis este efeito é bastante evidente.

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As xantinas também interferem com a absorção de várias vitaminas e minerais, entre eles o Ferro e o Cálcio. Por produzirem resistência no organismo, muitos indivíduos necessitam de doses cada vez maiores de para produzir o efeito excitatório. Seu aroma e sabor especial, aliado ao efeito de aliviar temporariamente a fadiga, produz uma forma de vício e dependência em algumas pessoas. O café descafeinado reduz o problema da cafeína mas são usadas outras substâncias químicas no processo de descafeinização. Além disso, não é somente a cafeína que produz irritação digestiva mas também outros óleos aromáticos contidos nele. O café e similares, como drogas “light” que são, deveriam ser usadas somente esporadicamente ou eliminadas da dieta, em indivíduos sensíveis.
 



Retenção de líquidos Potássio Banana, abacate, batata, laranja, couve-flor e passas.
Distúrbios da TPM Vitamina E Óleo de gérmen de trigo, óleo de milho e leite.
  Vitamina A Fígado, leite, queijo, cenoura, goiaba vermelha e tomate.
  Magnésio Tofu, peito de frango, batata e castanha de caju.
  Cromo Levedo de cerveja, maça, carqueja e espinafre.
Hipotireoidismo* Iodo Cenoura, pêra e abacaxi.
Memória ruim Ácido fólico Fígado, feijão, espinafre e folhas verdes-escuras.
  Vitamina B6 Peixe, amendoim, abacate e ovos.
  Vitamina B12 Fígado, atum e carne vermelha.
Cabelos quebradiços Vitamina A Fígado, leite, queijo, cenoura, goiaba vermelha e tomate.
Fraqueza Vitamina A, C e E e Ferro Verduras, frutas e carnes magras.

*Distúrbio da glândula tireóide que leva ao ganho de peso.

 


Como anda sua alimentação?

O questionário abaixo ajudará você a verificar como estão seus hábitos alimentares. Ao responder às questões, leve em consideração os últimos seis meses.

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1) Pela manhã, você se alimenta de que forma?

a)  Não tomo café-da-manhã;
b)  Tomo só um café preto;
c)  Como sempre pão, cereais e leite (ou derivados);
d)  Costumo comer pão integral, leite (ou derivados) e também incluo frutas.

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2) Você tem o hábito de:

a)  Fazer apenas duas refeições durante todo o dia;
b)  Tomar café-da-manhã, almoçar e jantar;
c)  Comer pouco nas refeições principais e beliscar durante o resto do dia;
d)  Fazer as três refeições principais e entre elas comer um pequeno lanche.

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3) Como está sua ingestão de frutas?

a)  Nunca como frutas;
b)  Como no máximo uma ou duas por semana;
c)  Como uma fruta quase todos os dias;
d)  Como pelo menos uma porção por dia.

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4) Com que freqüência você ingere bebidas alcoólicas?

a)  Quatro ou mais vezes por semana;
b)  De uma a três vezes na semana;
c)  Apenas em poucas ocasiões;
d)  Nunca bebo nada alcoólico.

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5) Entre alimentos integrais e ''refinados'' (arroz, pão, etc.), você:

a)  Nunca opta pelos integrais;
b)  Raramente consome algum integral;
c)  Às vezes opta por algum integral;
d)  Sempre escolhe os integrais.

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6) Na hora do almoço, como costuma ser sua alimentação?

a)  Tenho o hábito de comer muito, já que essa é a principal refeição;
b)  Como somente uma saladinha de folhas;
c)  Como vegetais, uma porção de arroz e de feijão e algum tipo de carne magra. Para finalizar, não dispenso a
     sobremesa;
d)

Encho meu prato de salada e sempre coloco no prato um grelhado e uma porção de arroz ou de massa. Quando como

    sobremesa, costumo dar preferência às frutas .

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7) Quanto tempo você costuma levar para fazer uma refeição:

a)  Menos de 5 minutos;
b)  Entre 5 e 10 minutos;
c)  Entre 10 e 15 minutos;
d)  Mais de 15 minutos.

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8) A diferença entre diet e light é:

a)  Não existe diferença;
b)  O diet tem menos calorias, gorduras e açúcares do que o light;
c)  O diet não tem açúcar, enquanto o light tem um pouco;
d)  O diet apresenta ausência de açúcar ou gordura, enquanto o light apresenta redução e algum componente e/ou
     calorias.

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9) Quando quer perder peso, você:

a)  Pula refeições e não come quase nada o dia todo;
b)  Utiliza shakes, fórmulas ou medicamentos por conta própria para emagrecer;
c)  Faz um regime seu, ou segue algum indicado em uma revista ou por um conhecido;
d)  Consulta-se com um médico especialista (Endocrinologista).

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10) Com que freqüência você ingere fast-food?

a)  Diariamente;
b)  3 a 4 vezes por semana;
c)  2 vezes por semana;
d)  1 vez por semana ou menos.

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Gabarito (cada resposta vale):

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a) 0 ponto;

b) 1 ponto;

c) 2 pontos;

d) 3 pontos.
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10 pontos ou menos

A qualidade de sua alimentação precisa melhorar. Você deve estabelecer horários, quantidades e prestar atenção à qualidade dos alimentos que consome. Procure ajuda de um especialista.

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de 11 a 20 pontos
Você se alimenta bem, mas pode melhorar. Procure consumir mais alimentos integrais (pães, arroz) e frutas. Estabeleça horários fixos para as refeições, inclusive para os lanches.

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de 21 a 30 pontos
Sua alimentação está adequada. Sabe escolher os itens e procura se informar sobre hábitos saudáveis.

Para maiores informações preencha os campos abaixo e envie-nos sua avaliação.

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Este artigo não pretende a prescrição ou indicação de medicamentos. Se você apresenta algum dos sintomas citados procure um Médico pois nada substitui uma consulta com um Médico especializado, pois tanto para a mulher como para o homem, a avaliação Médica e especialmente a Terapia Ortomolecular tem que ser individualizada e só deve ser prescrita por Médico Especialista, e que para se ter uma base do que se vai indicar para um paciente é necessário fazer uma minuciosa anamnese clínica, avaliar o estado psico-emocional do paciente e fazer um estudo pormenorizado com exames laboratoriais, inclusive Ortomoleculares como o Teste do Cabelo (Mineralograma) e outros através de sangue, urina e fezes.